Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Haddad faz novo aceno a FHC e reforça críticas a Edir Macedo

Candidato do PT à Presidência manifestou preocupação com a influência do líder da Igreja Universal sobre a candidatura de Bolsonaro

Por Da Redação 14 out 2018, 14h38

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, esboçou neste domingo (14) mais uma tentativa de se aproximar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Haddad declarou que é preciso abrir o diálogo com o tucano para defender a democracia no país.

“Existe um muro que separa o FHC do Bolsonaro. De mim, é uma porta”, disse Haddad, em referência à entrevista do tucano ao jornal Estado de S.Paulo.

No texto, FHC pondera que não existe uma “porta aberta, mas há uma porta” na relação com o petista. “O outro não tem porta. Um tem um muro, o outro uma porta”, afirmou FHC, ao tratar da impossibilidade de manifestar apoio a Jair Bolsonaro (PSL).

“Se existe uma porta que precisa ser aberta em nome da democracia, então todo mundo tem a obrigação de abrir essa porta”, disse Haddad, após evento com representantes de entidades de pessoas com deficiência.

O candidato petista também foi confrontado sobre as recentes declarações que deu contra Edir Macedo, líder da Igreja Universal, e sobre os possíveis prejuízos que essa postura poderia lhe trazer junto ao eleitorado religioso.

Continua após a publicidade

Nesta sexta-feira (12), Haddad disse que Bolsonaro representa o corte de “direitos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo”.

O candidato reforçou as críticas neste domingo, dizendo que sua preocupação é a de construir um governo para acolher a todos, independentemente da crença. “Eu entendo que uma igreja não pode mandar no Estado”, disse.

“Essa é minha preocupação, sobretudo com relação a esse projeto de poder que foi anunciado há anos e agora quer se materializar em uma candidatura”, afirmou Haddad, em referência ao apoio que Macedo declarou a Bolsonaro.

O petista ainda reclamou da “campanha caluniosa” da qual diz ser alvo no aplicativo de mensagens Whatsapp. Ele questionou quem paga apoiadores de Bolsonaro para difundir informações falsas contra sua campanha. Haddad declarou que o adversário decidiu não comparecer aos debates para não correr o risco de ser confrontado sobre a origem das mentiras que veicula na internet.

“Ele não vai poder dizer isso na minha cara. Frente a frente, ele não vai poder afirmar nada do que diz na internet. Não vai conseguir sustentar”, afirmou.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade