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Haddad aposta no PAC para ganhar eleitorado

Não será a primeira vez que o PT emprega a estratégia. Na eleição de 2010, Lula usou o PAC 2 como vitrine para a então pré-candidata Dilma Rousseff

Por Thais Arbex - 9 abr 2012, 21h49

Ainda desconhecido de grande parte do eleitorado e da própria militância do PT, o pré-candidato petista à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, tem usado o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, principal vitrine do governo Dilma, para alavancar sua campanha à sucessão de Gilberto Kassab. “Uma das estratégias que vamos usar para aumentar nossa capacidade de investimento é trazer o PAC para São Paulo. Isso esta nas nossas prioridades”, disse Haddad nesta segunda-feira, durante visita à região da subprefeitura de Cidade Ademar, na Zona Sul da cidade.

Não será a primeira vez que o PT emprega a estratégia. Na eleição presidencial de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o lançamento do PAC 2 como vitrine para a então pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

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Indo na contramão do que diz seu principal adversário, o ex-governador José Serra (PSDB), Haddad tem apostado no discurso de que só a parceria do município com o governo federal poderá suprir as demandas da capital paulista. Serra, por sua vez, defende a tese de que o principal parceiro da cidade é o estado, governado pelo tucano Geraldo Alckmin. “O parceiro fundamental da prefeitura é o estado, não a União”, afirmou Serra recentemente.

Sem citar o ex-governador, Haddad disse hoje que “por uma visão arcaica da política”, as parcerias da prefeitura paulistana não prosperaram. “Por um anacronismo, por um atraso, por uma visão arcaica da política, o recurso não chegou. Por desinteresse da municipalidade”, declarou Haddad.

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