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Há tentativa de blindagem, diz ex-presidente da CPMI do INSS sobre Lulinha

Carlos Viana falou ao VEJA em Foco sobre novas revelações divulgadas por reportagem de capa de VEJA

Por Redação 20 ago 2026, 19h25 | Atualizado em 20 ago 2026, 20h11
Há tentativa de blindagem, diz ex-presidente da CPMI do INSS sobre Lulinha Priorizar nos meus resultados Google

O senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, afirmou nesta quinta-feira, 20, em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, que há uma tentativa de blindagem no caso que investiga o suposto tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula conhecido como Lulinha. VEJA revelou, com exclusividade, detalhes do inquérito sigiloso.

“O que a gente está vendo é que há uma tentativa muito grande de blindar, de fazer com que essas informações não saiam”, afirmou Viana. “A própria PGR pedindo que a investigação siga para a primeira instância, é um absurdo, nós já sabemos, é decisão do Supremo, o inquérito começou lá, permanece lá até o final.”

“A minha preocupação hoje é preservarmos as provas, investigarmos onde foi parar o dinheiro e darmos transparência à população brasileira de todos os fatos que VEJA revelou”, disse o senador.

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Críticas a Alcolumbre e atuação do governo

Viana criticou a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não ter prorrogado a CPMI do INSS e defendeu a criação de uma nova comissão parlamentar de inquérito sobre o grupo de Lulinha. “O Congresso Nacional não pode se omitir dessa investigação”, afirmou.

“Nós precisamos, como parlamentares, colher essas assinaturas e colocarmos mais uma vez o ônus político à frente do presidente do Senado”, disse. “Ele tem que ter coragem de que a gente cumpra o nosso papel como investigadores.”

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Viana afirmou ainda que já ficou sabendo de uma movimentação da base governista para impedir a assinatura de parlamentares para a criação de uma nova CPI. “Já há pressão, desde a hora em que a notícia foi divulgada”, afirmou o senador. “O governo tem chamado os partidos da base, os mesmos partidos que lá atrás votaram contra a CPMI do INSS, para não permitir a coleta de assinaturas.”

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