Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Há indícios de contas de fiscais no exterior, diz Haddad

O prefeito disse que o patrimônio da quadrilha de auditores fiscais pode ser maior do que o previsto; mais uma auditora fiscal será exonerada por participar do esquema

Por Da Redação 6 nov 2013, 19h13

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta quarta-feira que há indícios de que a quadrilha de auditores fiscais investigados por desvios na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) tem contas no exterior. A informação abre a possibilidade de o patrimônio do grupo ser ainda maior do que o estimado nas investigações, segundo o prefeito. Quatro servidores foram presos – um deles liberado após assinar uma delação premiada – suspeitos de desviarem 500 milhões de reais aos cofres da prefeitura.

Leia também:

Auditor investigado é sócio da mulher de Jilmar Tatto

Tatto diz que ‘não lembrava’ de sociedade da sua mulher com auditor investigado

Continua após a publicidade

“As informações que estão chegando indicam que há contas da quadrilha no exterior. Então, nós vamos começar um trabalho de investigação porque pode acontecer de esses 80 milhões de reais em patrimônio serem só uma parte do que eles, efetivamente, têm ou têm em nome de laranjas”, disse o prefeito. Entre os bens dos funcionários públicos, estão imóveis, carros de luxo, lanchas e uma pousada na Região Serrana do Rio.

Nesta terça, Haddad afirmou que a Controladoria-Geral do Município identificou indícios de fraudes em outras quatro secretarias: Verde e Meio Ambiente, Habitação, Subprefeituras e Trabalho.

Auditora exonerada – Haddad também comentou a suspeita de envolvimento de mais funcionários no esquema. A auditora fiscal Paula Sayuri Nagamati, que ocupa o cargo comissionado na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, será exonerada. Ela trabalhava na pasta comandada por Luciana Temer (PMDB), filha do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).

Segundo o prefeito, Paula seria uma das pessoas interessadas em tirar o foco das investigações. Em depoimento ao MP, no último dia 31, ela afirmou que um dos detidos na semana passada, Ronilson Rodrigues, financiou com o dinheiro do esquema a campanha deo vereador licenciado Antonio Donato (PT), um dos secretários de confiança de Haddad.

Outro servidor envolvido no esquema, Fabio Camargo Remesso também foi suspenso do cargo. Auditor fiscal, ele atuava como assessor na Secretaria Municipal de Relações Governamentais. Remesso foi indicado pelo vereador Nelo Rodolfo (PMDB).

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)