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Gurgel diz que Duprat saiu por falta de ‘sintonia’

Procurador-geral da República nomeou a vice-procuradora-eleitoral, Sandra Cureau, para ocupar interinamente o cargo

Por Gabriel Castro, de Brasília
12 jun 2013, 18h13

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta quarta-feira que determinou a saída de Deborah Duprat da vice-procuradoria-geral por falta de “sintonia” no comando do Ministério Público. Ele nomeou a vice-procuradora-eleitoral, Sandra Cureau, para ocupar interinamente o cargo que era de Duprat – ela vai acumular as funções.

De acordo com Gurgel, a substituição foi motivada pela postura da ex-vice durante o julgamento de um mandado de segurança envolvendo o projeto de lei que prejudica os novos partidos. Apesar de saber que o procurador-geral havia emitido um parecer favorável à suspensão do projeto, ela se pronunciou no sentido contrário em uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) na qual Gurgel esteve ausente, na semana passada. O procurador pediu, depois, que o STF desconsiderasse a intervenção de Deborah Duprat.

“O relacionamento institucional entre o procurador-geral e o vice-procurador-geral pressupõe, eu diria até que impõe, uma sintonia de conduta, que aquele episódio evidenciou que já não era, digamos, suficiente”, afirmou Gurgel nesta quarta-feira.

Roberto Gurgel enfatizou que, no Ministério Público Federal, a unidade é indispensável: “Na hora em que um procurador da República se pronuncia num determinado sentido e outro se pronuncia num sentido oposto, essas mensagens contraditórias à sociedade não fazem bem à instituição”.

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O procurador-geral também afirmou que, apesar do incidente, mantém uma “boa relação pessoal” com Deborah Duprat.

Mensalão – O procurador-geral também disse nesta quarta-feira que, caso o STF aceite a tese de que os réus condenados no processo do mensalão podem apresentar embargos infringentes, a duração do julgamento vai se tornar imprevisível. Gurgel, que é contra a apreciação desses embargos, afirmou que isso poderia levar a um novo julgamento: “Se isso ocorresse, levaria a um rejulgamento da causa. Aí, qualquer previsão de tempo, por mais otimista que sejamos, fica muito difícil de fazer”, afirmou.

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