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‘Guerra’ nas redes e nas ruas eleva tensão em campanhas antes de debate

Lula e Bolsonaro vão se enfrentar pela primeira vez sem coadjuvantes no encontro deste domingo na Band, o primeiro do segundo turno

Por Da Redação
16 out 2022, 19h03

Os dois principais candidatos à Presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vão se enfrentar neste domingo na TV Band, a partir das 20h, no primeiro debate do segundo turno, em meio a um clima de guerra que ambas as campanhas vêm alimentando tanto nas redes sociais quanto nos programas eleitorais na televisão.

Mesmo a poucas horas do debate, os ataques continuaram e devem se transformar em potenciais temas que poderão ditar o ritmo do embate que será transmitido em rede nacional. Será o primeiro encontro do segundo turno e também o primeiro do qual participarão sem outros candidatos.

A onda de ataque mais recente girou em torno de uma declaração de Bolsonaro, candidato à reeleição, sobre menores de idade da Venezuela. Em entrevista a um podcast na sexta-feira, 14, o ex-capitão afirmou que “pintou um clima” após avistar um grupo de meninas durante um passeio de moto pelo Distrito Federal. O assunto viralizou na internet e foi bastante explorado politicamente por integrantes da campanha de Lula, o que obrigou o presidente a gravar uma live durante a madrugada deste domingo para dizer que sua declaração havia sido descontextualizada.

Do outro lado, Bolsonaro vem usando o tema da corrupção para tentar desgastar a imagem do ex-presidente, líder nas pesquisas e que já foi preso no âmbito da Operação Lava Jato. Para revidar, o PT busca responder na mesma moeda, expondo investigações contra Bolsonaro e sua família, tais como a apuração envolvendo a suspeita da prática de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, filho Zero Um do presidente, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. O PT também levou ao seu horário eleitoral peça publicitária para lembrar que o suposto operador do esquema, o ex-policial militar Fabrício Queiroz, depositou cheques na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Nas redes sociais, as campanhas também despejam acusações relacionadas à participação de Bolsonaro em evento da Maçonaria (e daí acusações de que ele seria simpático ao satanismo) e das supostas ligações políticas com organizações criminosas — a milícia do Rio, no caso do bolsonarismo, e o PCC, no caso do petismo.

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A guerra de caráter religioso, um dos traços da atual campanha, também ganhou um novo capítulo nesta semana depois que apoiadores de Bolsonaro protagonizaram atos de hostilidade durante a celebração de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, em Aparecida (SP) no último dia 12. O presidente estava na basílica, mas participou apenas de uma missa e um terço organizado por um grupo católico.

Campanha na rua

Enquanto isso, nas ruas, os dois candidatos também intensificaram o corpo-a-corpo com eleitores em regiões consideradas estratégicas para cada lado. Bolsonaro realizou visitas nos últimos dias ao Nordeste e ao Sul, onde ainda aposta numa melhora de sua performance eleitoral.

Lula fez campanha em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro — onde esteve no complexo de favelas do Alemão — e voltou ao Nordeste, região onde teve mais de 60% dos votos — ele passou pelos estados de Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe.

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