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Guedes: vou propor medidas ‘duras’ e Bolsonaro e Congresso vão ‘amaciar’

Em entrevista à GloboNews, economista do candidato do PSL rejeitou títulos de 'superministro', 'salvador da pátria' e posto Ipiranga'

Por Da Redação - Atualizado em 24 ago 2018, 15h40 - Publicado em 24 ago 2018, 13h29

O economista Paulo Guedes, conselheiro do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, avalia que é seu papel propor “coisas duras” e que, se eleito, Bolsonaro e o Congresso Nacional terão o papel de “dar uma amaciada”. Conhecido por defender amplas medidas liberais, como privatizações e cortes de gastos, Guedes foi anunciado pelo presidenciável como o responsável pelo comando da economia em um eventual governo.

“O economista vai propor coisas duras, o presidente vai dar uma amaciada e depois, quando ele for negociar com o Congresso, vão dar outra amaciada”, disse, em entrevista ao programa Central das Eleições, exibido pela GloboNews na noite desta quinta-feira 23. Tema de reportagem de capa de VEJA na última semana, Paulo Guedes já havia afirmado à reportagem que “defende privatizar tudo mesmo”, mas que a decisão competirá a Bolsonaro.

Já o deputado e capitão da reserva, que já afirmou diversas vezes que não entende de economia, costuma dizer que delegará a condução do setor a Guedes, a partir da criação de um novo ministério, resultado da fusão de todas as pastas que hoje interferem na política econômica. À GloboNews, Guedes recusou os títulos de “superministro”, “salvador da pátria” e “Posto Ipiranga” atribuídos a ele.

“Não existe ‘Posto Ipiranga’, salvador da Pátria. Isso é uma construção coletiva”, afirmou, em referência à maneira como Bolsonaro o chama publicamente, já que sempre recorre a ele quando o assunto é economia.

(Com Estadão Conteúdo)

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