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Grupo ‘INSS com Lula’ no WhatsApp desaba, e impacto político pode ser o oposto do pretendido

Caso pode reforçar uma narrativa negativa sobre a atuação da autarquia

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jul 2026, 13h36
Grupo ‘INSS com Lula’ no WhatsApp desaba, e impacto político pode ser o oposto do pretendido Priorizar nos meus resultados Google

O grupo de WhatsApp criado por dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para mobilizar servidores em favor da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi encerrado após a revelação do caso pela coluna Radar, de VEJA. No programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o repórter Daniel Gullino detalhou os bastidores do caso, enquanto o editor José Benedito da Silva avaliou que a criação do grupo representou um erro político e de gestão, sobretudo em um momento de maior vigilância sobre a atuação institucional de órgãos públicos durante o período pré-eleitoral.

Como funcionava o grupo “INSS com Lula”?

Segundo Gullino, a reportagem de Radar teve acesso ao grupo de WhatsApp batizado de “INSS com Lula”, criado pela chefe de gabinete da presidência do instituto, Ana Márcia Fassbender, e era administrado por ela e pelo diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão, Leonardo Bittencourt.

De acordo com o repórter, o espaço era utilizado para organizar ações de apoio à campanha do presidente, incluindo a convocação de um encontro realizado em Brasília e a divulgação de camisetas com a inscrição “Previdência com Lula”, produzidas por meio de uma arrecadação entre os participantes.

Gullino afirmou ainda que servidores relataram constrangimento ao serem convidados para integrar o grupo, já que os convites partiam de superiores hierárquicos. Segundo esses relatos, mesmo funcionários sem afinidade política com o governo aceitaram participar por receio de possíveis retaliações.

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Por que o grupo foi encerrado?

Após a publicação da reportagem de VEJA, Bittencourt comunicou aos integrantes o encerramento do grupo. Na mensagem, segundo Gullino, o diretor afirmou que o espaço havia sido criado com números particulares e fora do horário de expediente, sustentando que não existia relação institucional entre a iniciativa e o INSS. Também negou que houvesse qualquer intenção de pressionar servidores a participar das atividades.

Antes da publicação da reportagem, o INSS informou à equipe de VEJA que não comentaria atitudes individuais de servidores quando desvinculadas da estrutura oficial do órgão, acrescentando que eventual denúncia formal seria apurada.

Por que a iniciativa gerou críticas?

Ao comentar o caso, José Benedito da Silva afirmou que a criação do grupo representou uma iniciativa sem utilidade prática para a campanha presidencial e potencialmente prejudicial para a imagem do próprio governo. “Faltou alguém dizer: ‘Que ideia ruim é essa?'”, afirmou.

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Segundo o editor, associar diretamente o nome do presidente ao INSS tende a produzir um efeito contrário ao desejado, sobretudo porque o instituto enfrenta desafios administrativos que impactam diretamente a percepção da população. Na avaliação dele, a principal contribuição que o órgão poderia oferecer ao governo seria melhorar a prestação de serviços.

“O INSS poderia ajudar o Lula resolvendo alguns problemas e acabando com a fila de gente que espera pela sua aposentadoria”, disse. Também citou a necessidade de impedir novas fraudes contra aposentados e pensionistas como forma de fortalecer a credibilidade da instituição.

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Qual pode ser o impacto político do episódio?

José Benedito afirmou que o episódio pode acabar sendo explorado politicamente pela oposição justamente por transmitir a impressão de alinhamento eleitoral dentro de um órgão que recentemente esteve no centro de investigações sobre fraudes. Na avaliação do editor, a existência de um grupo organizado para apoiar a permanência de Lula no poder dentro do INSS pode reforçar uma narrativa negativa sobre a atuação da autarquia. “Isso aí passa uma mensagem negativa e pode ser explorado”, afirmou.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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