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Greve de agentes penitenciários entra no 2º dia com risco de confronto

Mais da metade da categoria, que conta com 30.000 servidores, aderiu à greve. Transferência de detentos sofre com a paralisação

Por Da Redação 11 mar 2014, 10h36

A greve dos agentes penitenciários entrou no segundo dia nesta terça-feira com risco de confronto entre agentes e Polícia Militar na Penitenciária de Martinópolis, na Região Oeste do Estado. Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo (Sindasp), catorze veículos que realizam a transferência de detentos estão parados em frente ao presídio. Em razão da paralização, agentes estão impedindo a entrada desses veículos e, se a Polícia Militar – responsável pela escolta dos transferidos – forçar a entrada, poderá haver confronto.

Até a segunda-feira, oitenta dos 158 presídios do Estado de São Paulo haviam sido afetados pela paralização. Pelo menos 16.000 servidores – mais da metade da categoria, que conta com 30.000 agentes – haviam aderido à greve.

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Um nova reunião foi convocada pelo governo estadual para a manhã desta terça-feira para tentar chegar a um acordo com a categoria. Entre as reivindicações, as principais são reajuste salarial de 20% e mudanças nas promoções. “Até agora, o governo do Estado não ofereceu nenhum reajuste. Nós queremos também a redução de classes. Existem oito níveis de promoção, o agente precisa trabalhar 35 anos para chegar ao nível oito e isso é humanamente impossível. A nossa proposta é reduzir de oito para seis níveis, o que pode ser alcançado com 25 anos de serviço”, conta Daniel Grandolfo, presidente do Sindasp.

Apesar da paralização, Grandolfo afirma que os agentes não deixarão de atender os presos. “Serviços essenciais serão mantidos, os detentos terão atendimento médico, alimentação e banho de sol. Alvará de soltura também será cumprido”, afirma.

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