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‘Governos são provisórios, mas a democracia é permanente’, diz Cunha

Presidente da Câmara dos Deputados discursou em evento na sede da ONU. Ele ainda defendeu a resolução pacífica de conflitos e o respeito às diferenças

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) defendeu a soberania da democracia em relação aos governantes na IV Conferência Mundial de Presidentes de Parlamentos, que ocorreu nesta segunda-feira na sede da ONU, em Nova York. “Os governos são provisórios, mas a democracia tem de ser permanente”, afirmou. Para o peemedebista, o sistema democrático não se sustenta com arranjos momentâneos, mas sim com questões estruturais.

No evento, havia parlamentares de 140 países e Cunha foi o quinto a discursar. Segundo ele, o principal foco da atuação da Câmara dos Deputados é a independência dos poderes e da democracia no Brasil – o que, sem liberdade de imprensa, não pode acontecer. “É preciso combater qualquer forma de censura e regulação de mídia, inclusive de natureza econômica”. Mesmo declarando guerra à presidente Dilma Rousseff no último mês de julho, o presidente da Câmara afirmou que a democracia “deve promover o diálogo e a busca pacífica pela solução dos conflitos” e respeitar as diferenças.

O discurso de quatro minutos de Cunha ressaltou que a democracia no Brasil é ‘jovem’, mas que tem se consolidado a partir das constantes manifestações populares. De acordo com ele, é graças ao povo que o sistema democrático pode ser consitituído. “Democracia sem povo é como um jardim sem flores. Não tem o que se regar, o que se manter”.

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(Com Estadão Conteúdo)