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Governo vetará legalização de jogos de azar

Bolsonaro ouviu apoiadores da proposta, mas afirmou que é contrário à liberação de bingos, cassinos e do jogo do bicho

Por Laryssa Borges 25 set 2021, 17h12

Apesar de uma recente mobilização na Câmara dos Deputados para colocar de pé um projeto que legalizaria jogos de azar, cassinos e o jogo do bicho no país, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista exclusiva a VEJA, que pretende vetar a proposta. Parada desde o governo de Michel Temer, a regulamentação de apostas esportivas ganhou fôlego após o presidente da Câmara Arthur Lira (Progressistas-AL) ter criado um grupo de trabalho para discutir a legalização de cassinos, máquinas caça-níqueis e bingos, entre outros. A ideia é que o tema seja votado na Câmara até o fim do ano.

A proposta tem entusiastas entre os auxiliares mais próximos do presidente, como o ministro da Casa Civil Ciro Nogueira, mas esbarra na resistência de parlamentares evangélicos. A VEJA o presidente disse que já foi procurado por apoiadores da liberação de jogos no país, mas relatou a eles que a medida não terá o apoio do governo para ser aprovada no Congresso e, se ainda assim for adiante, ele vetará a proposta.

“Eu acho que vai ter mais a perder do que a ganhar no momento. Se porventura aprovar, tem o meu veto, que é natural, e depois o Congresso pode derrubar o veto. Sim, o que está sendo discutido até o momento contará com o meu veto. Ponto final”, disse Bolsonaro. “No momento a minha opinião sobre jogos de azar é essa”, completou.

A liberação dos jogos de azar também é defendida por parlamentares que veem na iniciativa a possibilidade de incremento do setor de turismo e de hotéis e resorts no país. Em vez de regulamentar as apostas pagas, Bolsonaro afirmou que pretende turbinar o setor com a facilitação para a habilitação de jet-ski. De acordo com o presidente, seria possível tirar a carteira que permite usar um jet ski usando a carta de habilitação comum e um termo de responsabilidade. Não há prazo para que a ideia saia do papel.

“Tem uma coisa que quero baixar: jet-ski. Eu não ando, custa caro, mas estou em contato com a Marinha para facilitarmos a habilitação de jet-ski. Hoje é muito complexo e eu gostaria de fosse semelhante ao que acontece nos Estados Unidos, [usando apenas] a sua carteira de habilitação e um termo de responsabilidade, porque em um minuto aprende a dirigir jet-ski. Isso tem a ver com o turismo no Brasil”, disse. “É 0,001% de emprego, mas eu atiro em todas as direções”.

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