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Governo vai anunciar novos contingenciamentos na quarta

Bloqueio no Orçamento é consequência da desaceleração do PIB e da redução de receitas

Em meio à desaceleração econômica, o Orçamento passará por um novo contingenciamento na próxima quarta-feira, 22. O bloqueio de verbas será detalhado pela Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia na nova edição do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas.

Publicado a cada dois meses, o relatório traz as atualizações das estimativas oficiais para a economia brasileira e o impacto delas nas previsões de receitas e despesas. Com base nas receitas, o governo revisa as despesas para garantir o cumprimento da meta fiscal.

Na última semana, o governo recebeu diversos sinais amarelos em relação à economia. O Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), indicou nesta segunda-feira, 20, que o crescimento do produto interno bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) fechará o ano em 1,24%.

Outro alerta foi dado pelo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, que funciona como uma prévia do PIB. Famoso por antecipar tendências da economia, o indicador fechou o primeiro trimestre com queda de 0,68% em dados dessazonalizados (que desconsideram as oscilações típicas de determinadas épocas do ano).

A desaceleração da economia reduz a arrecadação de tributos, impactando a receita do governo. A queda de receita deve ser parcialmente neutralizada pela alta no preço internacional do petróleo, que está no maior nível em sete meses. Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento na última terça-feira, 14, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, confirmou que o próximo relatório terá bloqueios adicionais de verbas.

Bloqueio de 30 bilhões de reais

No fim de março, a Secretaria Especial de Fazenda tinha anunciado o contingenciamento de quase 30 bilhões de reais do Orçamento. De lá para cá, o volume total bloqueado não foi alterado, mas o governo fez remanejamentos que retiraram recursos da educação e desencadearam uma onda de protestos na última quarta-feira, 15, pela manutenção das verbas.

Pela lei, somente despesas discricionárias (não obrigatórias) podem ser contingenciadas. O volume de contingenciamento, no entanto, pode ser parcialmente reduzido se a equipe econômica estimar novamente reduções de gastos obrigatórios, geralmente reservas para cumprimento de decisões judiciais ou de gastos com o funcionalismo.

Comentários

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  1. Destruição da Educação, agora destruição da Saúde pública. Só há uma saída: derrubar o governo e marcar eleições diretas já!

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