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Governo Lula já tomou decisão sobre como explorar um momento delicado para Flávio

No VEJA em Foco, Robson Bonin afirma que viagem do senador aos EUA agravou crise política e devolveu ao governo discurso de defesa da soberania

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2026, 10h30
Governo Lula já tomou decisão sobre como explorar um momento delicado para Flávio Priorizar nos meus resultados Google

O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros abriu uma frente de desgaste político para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a oportunidade de retomar o discurso de defesa da soberania nacional às vésperas da disputa presidencial de 2026. A avaliação foi feita pelo colunista de Radar Robson Bonin no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal (este texto é um resumo do vídeo acima).

Durante evento em Goiás, Lula acusou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de atuarem contra os interesses do país ao se aproximarem do governo Donald Trump durante as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. “Vendilhões da pátria foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse”, afirmou o presidente em discurso exibido no programa.

Por que Lula chamou os Bolsonaro de “traidores da pátria”?

A reação do presidente ocorreu após o governo americano anunciar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, medida divulgada dias depois da viagem de Flávio Bolsonaro a Washington. Segundo Lula, o senador e seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, teriam atuado politicamente junto à Casa Branca durante o momento mais sensível das negociações comerciais.

Lula também disse que o tarifaço não atinge apenas o governo, mas setores estratégicos da economia brasileira. “Ele vai prejudicar o povo brasileiro, vai prejudicar empresário brasileiro, vai prejudicar o agronegócio”, declarou.

A crise pode colar definitivamente em Flávio Bolsonaro?

Na análise de Bonin, a tentativa de aproximação de Flávio com Donald Trump acabou se transformando em um problema político maior do que o esperado. “O Flávio trabalhou muito para se associar ao Trump”, afirmou o colunista.

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Segundo Bonin, o cenário lembra a crise vivida pelo bolsonarismo no ano anterior, quando Eduardo Bolsonaro também foi associado ao primeiro pacote tarifário americano contra o Brasil. “Essa crise parece um filme que a gente já viu no ano passado”, disse.

O colunista avaliou que o episódio ajudou Lula a recuperar parte da popularidade ao assumir o discurso de defesa dos interesses nacionais diante da pressão americana. “O Lula recuperou popularidade ao defender os interesses nacionais diante das especulações criadas pelo Donald Trump”, afirmou.

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A viagem de Flávio aos EUA agravou a situação?

Para Bonin, a ida de Flávio à Casa Branca agravou a crise justamente porque ocorreu no momento em que o governo brasileiro tentava negociar uma saída diplomática para evitar o novo tarifaço. “O Flávio Bolsonaro, ao viajar para encontrar o Trump na Casa Branca, caiu numa crise muito maior”, afirmou.

Segundo o colunista, o governo Lula já esperava algum tipo de desgaste político relacionado à aproximação entre Trump e o clã Bolsonaro. Bonin destacou ainda que Lula revelou existir um acordo diplomático em andamento para tentar evitar a imposição das tarifas. “O governo já trabalhava numa solução negociada para que esse segundo tarifaço não fosse anunciado”, disse.

Qual será a estratégia política do Planalto?

De acordo com Bonin, o Palácio do Planalto decidiu evitar confronto direto com Donald Trump e concentrar o discurso político na responsabilização dos Bolsonaro pela crise. “O governo decidiu que não vai polemizar com Trump. Vai colocar tudo na conta do Bolsonaro”, afirmou.

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A estratégia, segundo ele, busca transformar o tema em debate sobre patriotismo, soberania e proteção da economia nacional. “Quando o Lula ganha de presente essa crise, volta o discurso da defesa da soberania e da população mais pobre”, disse Bonin.

Flávio Bolsonaro consegue escapar do desgaste?

Para o colunista de VEJA, o senador enfrenta dificuldades para se dissociar politicamente da crise justamente porque construiu publicamente a aproximação com Donald Trump. “Fica muito ruim para o Flávio tentar sair desse assunto, porque qualquer coisa que ele fale fica complicada”, afirmou Bonin.

O cenário se tornou ainda mais delicado após o próprio Trump publicar em rede social uma foto do encontro com o senador brasileiro e fazer elogios públicos a Flávio Bolsonaro.

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A expectativa agora é que o tema permaneça no centro da disputa política e econômica entre governo e oposição nas próximas semanas, especialmente diante dos impactos que o tarifaço pode gerar sobre setores exportadores brasileiros.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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