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Governo libera R$ 700 milhões para reforçar a segurança no Rio

Repasse milionário do governo visa reforçar medidas de segurança pública no Estado

Por Da Redação - 21 jul 2017, 10h42

O governo federal definiu que desembolsará cerca de R$ 700 milhões para apoiar ações de segurança pública no Rio. A verba deverá ser usada, entre outras finalidades, para pagamento de insumos, como munições, manutenção e abastecimento de viatura da Polícia Militar do Estado.

Em reunião que contou com o presidente Michel Temer e o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), as autoridades até chegaram a anunciar um reforço de efetivo da Força Nacional e da Polícia Rodoviária que já tinha acontecido.

Os agentes extras estão no Rio de Janeiro há duas semanas. Os recursos não serão entregues para o governo do Rio porque há temor de que sejam destinados a outras atividades e serão desembolsados mês a mês, até o fim do ano.

O dinheiro será usado ainda para garantir o trabalho da Polícia Rodoviária Federal, que controlará as estradas para tentar coibir o contrabando de armas e drogas para o Estado. Outros recursos vão para a permanência da Força Nacional de Segurança Pública.

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Sem novidades

Anunciada como uma novidade por Pezão após a reunião realizada no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (20), o envio dos 800 novos homens da Força Nacional e da PRF, na verdade, já tinha acontecido. Como esclareceu o governo federal, eles estão trabalhando no Rio de Janeiro há duas semanas.

Com a convocação da reunião, realizada pouco antes de Temer embarcar para o encontro do Mercosul, na Argentina, o governador interrompeu licença médica e embarcou para Brasília. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que é do Rio, e também está sendo cobrado pela situação preocupante da segurança pública no Estado, participou do encontro de cunho meramente político, sem definição de operações a serem executadas.

Atualmente, mil agentes federais – da PRF (380) e da Força Nacional (620) – estão auxiliando no patrulhamento do Rio de Janeiro desde maio, quando chegaram os primeiros policiais de outros Estados. Este contingente ficará no Rio até dezembro de 2018.

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Na entrevista, Pezão, que havia assegurado que os 800 homens iam chegar ao Estado “até agosto”, afirmou que as ações da Polícia Rodoviária serão fundamentais “no combate à entrada de armas”, o que ocorre pelas estradas federais, que estão sendo patrulhadas pela PRF.

“Vamos ter resultados significativos”, insistiu. Procurada ontem após a coletiva, a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio não se manifestou.

A coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, no Rio, Julita Lemgruber, fez ressalvas quanto à capacidade de mudança que uma tropa de até mil agentes pode representar.

“A PM fluminense tem 50 mil policiais. De que forma 600 ou 800 a mais podem realmente contribuir para uma alteração nesse quadro caótico?” está causando mortes de todos os lados.”

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Forças Armadas

O emprego de militares das Forças Armadas em operações específicas no Rio está sendo discutido. A prova disso foi a criação de um Estado-Maior, uma espécie de centro de planejamento que começará a funcionar de imediato, para integrar operações dos governos estadual e federal.

O uso de tropas federais será feito em consenso com o governador Luiz Fernando Pezão, mas será esporádico e pontual.

Ministro da Defesa, Raul Jungmann, que participou do encontro, disse que o Rio terá “apoio integral e permanente das Forças Armadas, se necessário for”, mas não detalhou quando e como.

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Já o Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, lembrou que o plano de segurança pública “será de longo prazo, até o fim deste governo”, com busca de operações de inteligência.

“Não queremos ações pirotécnicas”, emendou, acrescentando que “todos os meios disponíveis da União estão à disposição” do Rio.

(Com Estadão Conteúdo)

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