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Governo eleva salário de cubanos. Mas ditadura segue com a maior parte

Saúde eleva de 400 para US$ 1.245 o valor pago diretamente aos profissionais. Ainda assim, 70% do valor desembolsado pelo Brasil seguirá para os Castro

Por Gabriel Castro, de Brasília 28 fev 2014, 14h05

O governo federal elevou de 400 para 1.245 dólares o salário pago diretamente aos doutores cubanos que participam do programa Mais Médicos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro. O novo salário equivale a cerca de 3.000 reais, contra os 960 reais pagos anteriormente – ainda muito longe dos 10.000 reais pagos a médicos brasileiros e de outras nacionalidades que integram o programa. A ditadura cubana seguirá com a maior parte do dinheiro pago pelo Brasil por médico. O aumento anunciado é, portanto, insuficiente para solucionar a disparidade injustificável entre os cubanos e os demais profissionais do Mais Médicos.

Pelo sistema antigo, os cubanos também tinham direito a outros 600 dólares mensais que ficavam, entretanto, retidos em Cuba – e só poderiam ser sacados ao fim do programa. Agora, o dinheiro poderá ser retirado mensalmente no Brasil, junto com outros 250 dólares concedidos de aumento.

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O aumento resulta de uma tentativa de amenizar as críticas a uma das vitrines eleitorais da presidente Dilma Rousseff. Na avaliação do Planalto, um salário maior para os profissionais poderia ajudar, também, a amenizar o descontentamento do Ministério Público do Trabalho. Uma investigação sobre as condições dos médicos recrutados em Cuba está em curso. Os detalhes sobre o pagamento dos cubanos vieram à tona depois que a médica cubana Ramona Rodrigues desertou do programa e revelou que o governo de Cuba ficava com a maior parte do dinheiro pago aos profissionais. Os cubanos são a maioria dos 6.650 médicos contratados por meio do programa.

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