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Governo do Rio admite excessos da polícia em protestos

Secretário de Direitos Humanos diz que PMs passarão por curso de capacitação e que o uso de bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta deve ser reduzido

Por Da Redação - Atualizado em 10 dez 2018, 10h29 - Publicado em 16 jul 2013, 13h14

O governo do Rio de Janeiro admitiu excessos na atuação da Polícia Militar nos últimos protestos da capital. Segundo o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira, alguns agentes já foram afastados das funções por essa razão, e parte da corporação – incluindo o Batalhão de Choque – deve passar por um curso de capacitação em direitos humanos. Teixeira disse também que o uso de armas não letais, como bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e balas de borracha, passará a ser mais controlado. A PM reafirmou que os casos comprovados serão punidos com rigor.

“Chegou-se à conclusão de que alguns procedimentos precisam ser aperfeiçoados. Houve excessos no uso de gás (lacrimogêneo) e de outros equipamentos não letais. Precisamos que o policial possa dosar e fazer uso moderado da força. Junto com a Secretaria de Segurança, vamos criar um grupo de trabalho que possa regular o comportamento desses policiais, com normas de procedimento. Em 30 dias, estaremos anunciando a grade curricular da capacitação”, disse o secretário, na noite de segunda-feira, na saída de uma reunião com o comandante da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, o corregedor da PM, coronel Waldir Soares, o diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, além de representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e de outros órgãos.

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https://www.youtube.com/watch?v=4pN7lCI28PA

Mais protestos – O encontro foi realizado a uma semana da Jornada Mundial da Juventude, que começa na próxima semana e para a qual já estão programadas pelo menos duas novas manifestações. Mas um evento no Facebook convoca, já para esta quarta-feira, outro protesto em um local que já foi palco de um forte confronto com a polícia: o prédio onde mora o governador Sérgio Cabral, no bairro do Leblon, Zona Sul. Mais de 7.300 pessoas haviam confirmado presença até o início desta tarde. Entre as reivindicações estão o pedido da instalação de CPIs que investiguem os gastos da Copa e o uso do helicóptero do estado pela família Cabral.

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