🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

‘Governo deve se recusar a executar certas emendas parlamentares’, diz aliado de Lula

Para Renan Calheiros, modelo atual de repasses indicados pelo Congresso esvaziou investimentos estruturantes e transformou parlamentares em clientes

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jul 2026, 12h30
‘Governo deve se recusar a executar certas emendas parlamentares’, diz aliado de Lula Priorizar nos meus resultados Google

Na campanha eleitoral de 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro, Lula prometeu pôr um freio na farra das emendas quando assumisse a Presidência da República. Uma vez investido na chefia do Executivo, mas sem poder político junto ao Congresso, nada fez. A inércia é alvo de reprimendas até de aliados como Renan Calheiros (MDB-AL). “Tenho falado com setores do governo que eles não estão obrigados a executar essa bandalheira, e tenho apoiado o Flávio Dino, do STF, nas decisões”, declarou o experiente senador. 

Desde 2015, à época por obra de Eduardo Cunha, então presidente da Câmara sob o governo de Dilma Rousseff, uma parcela cada vez maior das emendas parlamentares vem se tornando “impositiva” — jargão técnico que significa que o Executivo é obrigado a pagá-las. Ainda assim, acossado por cobranças do Supremo por mais rastreabilidade e transparência na alocação dos recursos, o Palácio do Planalto baixou regras nos últimos anos que lhe dão margem para vetar a execução de repasses indicados por deputados e senadores que violarem determinados critérios técnicos. 

Se bem manuseadas, poderiam ser um ponto de partida. Não é o que se vê na prática. Para o engenheiro Bruno Bondarovsky, à frente da plataforma Central das Emendas, como o governo não estabelece diretrizes técnicas específicas para direcionar os repasses de congressistas de acordo com as prioridades de cada ministério, aos quais cabe mapear e priorizar as carências de suas áreas levando em conta todo o país, as emendas no formato atual estão “destruindo sistemas estruturados”, como o Sistema Único de Saúde, o SUS.

Continua após a publicidade

Em 2026, os congressistas têm a prerrogativa de indicar o destino de 61 bilhões de reais do Orçamento, e o governo é obrigado a executar a grande maioria desse valor. “Como o Brasil tem muita demanda pelo Estado, com todas as políticas públicas subfinanciadas, dinheiro nunca é malvindo, seja qual for o destino”, pondera Bondarovsky, da Central das Emendas. “Mas ninguém no Legislativo tem noção do todo, e acaba pulverizando as emendas em microações, desperdiçando dinheiro que resolveria problemas graves em saneamento básico, em saúde e educação”, afirma o especialista.

Continua após a publicidade

Para Renan Calheiros, as lideranças do Congresso que seguem rodando as engrenagens das emendas parlamentares “esvaziaram qualquer investimento estruturante” e, com arranjos à semelhança do orçamento secreto, em que um conjunto de apaniguados alcança o direito de indicar somas muito maiores que a imensa maioria de seus pares, “retiraram a isonomia e a igualdade, presente em qualquer parlamento”. “As duas Casas do Congresso viraram clientela”, dispara.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).