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Governo deixa de lado contratação de médicos cubanos

Programa anunciado nesta segunda-feira pela presidente vai abrir 10.000 vagas para brasileiros, espanhóis e portugueses

Por Gabriel Castro, de Brasília 8 jul 2013, 11h16

O governo federal desistiu, ao menos por ora, da contratação de médicos cubanos para trabalhar no Brasil. A prioridade será a importação de profissionais da Espanha e de Portugal. A vinda dos profissionais da ilha comunista foi alvo de críticas de entidades representativas dos profissionais de saúde nos últimos dias. O Conselho Federal de Medicina atacou a proposta, e médicos organizaram manifestações em todo o país. A contratação de médicos cubanos sem a necessidade de um exame de revalidação do diploma motivou as críticas.

Detalhes da decisão devem ser dados na tarde desta segunda-feira, durante a cerimônia no Palácio do Planalto em que a presidente Dilma Rousseff vai anunciar a abertura de processo de contratação de 10.000 médicos. O programa foi batizado de “Mais Médicos para o Brasil”. Os profissionais nativos terão prioridade. De acordo com o Ministério da Saúde, os portugueses e espanhóis serão trazidos para preencher as vagas que não forem ocupadas pelos brasileiros. O governo aposta que, com o alto índice de desemprego nos dois países europeus, muitos profissionais de saúde optem por migrar para o Brasil.

A ideia original do governo era trazer 6.000 médicos cubanos para atuar em regiões carentes, onde há falta de profissionais de saúde. A informação foi inicialmente divulgada pelo chanceler Antonio Patriota, há dois meses. “Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos um grande valor estratégico”, disse ele, após um encontro com o chanceler cubano, Bruno Rodriguez.

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