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Governo blinda convocação de Cardozo na Câmara

Com blindagem de governistas, requerimento que pedia presença do ministro foi rejeitado. Mas ele deve falar a parlamentares de outra comissão

Por Gabriel Castro, de Brasília 27 nov 2013, 15h36

Com a ação de deputados governistas, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira um pedido de convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para explicar sua conduta nas investigações do cartel no metrô de São Paulo.

Reportagem de VEJA mostrou que Cardozo teve papel nebuloso no percurso de um texto que citava políticos tucanos. O documento revelado na semana passada pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta a suposta participação de políticos de PSDB, DEM e PPS na formação de um cartel em licitações de metrô. O texto é atribuído a Everton Rheinheimer, ex-diretor da empresa Siemens, que denunciou a existência do cartel. A Polícia Federal apontava que a denúncia havia sido recebida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão, entretanto, desmentiu a PF e negou que tivesse remetido os documentos. Na sexta-feira, Cardozo admitiu que foi ele quem recebeu a denúncia das mãos do deputado estadual Simão Pedro (PT) e a repassou para o diretor-geral da PF, Leandro Daiello. A informação foi publicada em primeira mão em VEJA.com. Os tucanos afirmam que os documentos foram adulterados por Simão Pedro para comprometer tucanos.

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Os tucanos devem entregar nesta quarta-feira um pedido de investigação de Cardozo à Procuradoria-Geral da República. Eles também querem que a Comissão de Ética da Presidência avalie a conduta do ministro nas investigações sobre o cartel no metrô.

Já a Comissão de Agricultura da Câmara aprovou nesta quarta-feira um convite para que Cardozo vá à Casa. Oficialmente, o tema do requerimento é a uma norma da Fundação Nacional do Índio (Funai) que permite o apoio financeiro a indígenas que participam de manifestações em Brasília. Mas a oposição deve aproveitar a oportunidade para questionar o petista a respeito do caso da investigação sobre o metrô paulista. A reunião ainda será agendada.

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