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Gilmar reafirma que Barbosa teria dificuldades de dialogar com políticos

Ministro ressalta negociações por maioria no Congresso e cita casos de impeachment para justificar as dificuldades enfrentadas por presidentes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STFGilmar Mendes disse nesta terça-feira (8) que, apesar de ter todas as credenciais possíveis para disputar a Presidência da República, seu ex-colega de Corte Joaquim Barbosa teria dificuldade para dialogar com a classe política.

Em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, Gilmar fez uma análise do atual cenário político e endossou discurso de que a governabilidade passa pela negociação de uma maioria no Congresso. “Normalmente, o maior partido precisa fazer uma ponte com outros para ter maioria absoluta. Então, é preciso negociar e discutir”, afirmou.

Sobre a desistência da pré-candidatura de Joaquim Barbosa pelo PSB, o ministro preferiu não entrar no mérito da decisão, mas pontuou as dificuldades de se conduzir o país. “Eu não vou fazer juízo sobre isso, pois a tarefa de presidente da República é muito complexa. Dos quatro presidentes eleitos sob a Constituição de 88, Collor, FHC, Lula e Dilma Rousseff, somente dois terminaram o mandato”, declarou.

Lula

O ministro do STF ainda rechaçou qualquer possibilidade de ir até Curitiba para entrevistar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal. “Não iria ao presídio para tanto”, disse. Ele reforçou que a suposta entrevista, ventilada na impressa, é parte de um projeto que analisa a passagem dos 30 anos da Constituição Federal. “No caso de chegar a hora de ouvir Lula, se ele ainda estiver preso, alguém irá até lá para conversar com ele”, finalizou.

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  1. “No caso de chegar a hora de ouvir Lula, SE ELE AINDA ESTIVER PRESO, alguém irá até lá para conversar com ele”, IRONIZOU.

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