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Futuro chanceler veta participação da Nicarágua em posse de Bolsonaro

Ernesto Araújo criticou o regime nicaraguense e afirmou que novo governo brasileiro terá "postura firme e clara na defesa da liberdade"

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 23 dez 2018, 17h06 - Publicado em 23 dez 2018, 17h03

O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou neste domingo, 23, que nenhum integrante do governo da Nicarágua participará da posse de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente da República brasileira no próximo dia 1° de janeiro, em resposta aos últimos acontecimentos no país da América Central.

Por meio de sua conta no Twitter, Araújo disse que a posse do futuro mandatário “marcará o início de um governo com postura firme e clara na defesa da liberdade”. “Com esse propósito e frente às violações do regime de Daniel Ortega contra a liberdade do povo da Nicarágua, nenhum representante desse regime será recebido no evento do dia 1°”, continua a mensagem.

Na última sexta-feira, a polícia da Nicarágua invadiu e tirou do ar o canal de TV 100% Notícias e prendeu seu diretor, Miguel Mora, na mais recente investida do presidente Daniel Ortega contra críticos ao seu governo. O canal era o único do país que transmitia notícias sobre a crise política que assola o país desde abril, quando milhares de pessoas saíram às ruas para exigir a renúncia de Ortega, a quem acusam de comandar uma ditadura familiar. 

A Nicarágua é o terceiro país vetado na posse. Na semana passada, Bolsonaro afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, foram desconvidados do evento por “serem ditadores”.

  • A pedido da equipe de Bolsonaro, o Itamaraty teve que enviar comunicados aos governos dos dois países os desconvidando de participar da cerimônia de posse. Inicialmente, a diplomacia brasileira havia convidado todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas, razão pela qual o convite foi feito.

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