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Funcionários dos Correios entram em greve nesta quarta

Paralisação foi decidida em assembleias realizadas em 16 estados e do Distrito Federal. No Pará e Minas Gerais, greve começou na semana passada

Por Da Redação 19 set 2012, 00h48

Os funcionários dos Correios de 16 estados e do Distrito Federal decidiram entrar em greve por tempo indetermindo a partir desta quarta-feira. A decisão foi tomada em assembleias realizadas na noite desta terça. Segundo o sindicato nacional da categoria, a paralisação foi aprovada em Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Além disso, a categoria já havia iniciado a greve na semana passada em Minas Gerais e no Pará. Com isso, os funcionários dos Correios devem cruzar os braços em ao menos 18 estados e no DF a partir desta quarta.

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Esse número, no entanto, pode aumentar nos próximos dias. Até o dia 25, dez dos 35 sindicatos da categoria espalhados pelo país farão assembleias . Bahia, Espírito Santo, Acre, Mato Grosso do Sul e Roraima devem decidir pela paralisação. “A direção da empresa achou que a greve nacional não sairia, mas se enganou. Os trabalhadores estão muito insatisfeitos”, afirmou Sebastião Cruz, representante do comando nacional da categoria, à Agência Brasil. “Mesmo com os 21 dias de reposição e sete dias descontados em folha em 2011, os trabalhadores não têm hoje outra alternativa senão a greve.”

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Reivindicações – A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) – sindicato nacional da categoria – quer 43,7% de reajuste salarial, 200 reais de aumento linear e piso de 2,5 mil. Quatro sindicatos que se desfiliaram da federação (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru) reivindicam 5,2% de reajuste, 5% de aumento real e aumento linear de 100 reais. Carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo têm salário-base de 942 reais.

A empresa oferece somente 5,2% de reajuste e afirma que o índice garante o poder de compra e repõe perdas com a inflação. “Uma paralisação traz prejuízos financeiros e de imagem para a empresa, para a sociedade e para o próprio trabalhador”, declarou a direção dos Correios em seu blog institucional.

“Somente os itens econômicos da pauta de reivindicações dos sindicatos, se atendidos, gerariam acréscimo de até 25 bilhões de reais na folha de pagamento da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), que tem previsão de receita de 15 bilhões para 2012”, afirmou a assessoria de imprensa da estatal.

Justiça – A empresa entrou com uma ação de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na última quinta-feira. Um dia depois, TST negou pedido de liminar feito pela estatal contra a paralisação, até então deflagrada apenas no Pará e Minas Gerais. Nesta quarta, às 10h30, está marcada a primeira audiência de conciliaçãodo processo.

Os Correios têm mais de 115.00 funcionários. Os trabalhadores da empresa entregam, por dia, cerca de 33,9 milhões de objetos simples, cerca de 830.000 cartas registradas e 835.000 encomendas. A empresa garante ter um plano de contingência para manter os serviços. Para isso, pretende relocar empregados das áreas administrativas, contratar trabalhadores temporários e realizar de horas extras e mutirões nos finais de semana.

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