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Frota pede saída de Eduardo Bolsonaro da presidência do PSL paulista  

Deputado já havia pedido uma auditoria nas contas do partido em São Paulo sobre dados do período eleitoral de 2018

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 29 Maio 2019, 19h05 - Publicado em 29 Maio 2019, 19h02

Os deputados federais Alexandre Frota e Júnior Bozzella, ambos do PSL de São Paulo, entraram com pedido junto à direção do partido para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, seja desligado da presidência da legenda no estado. Os parlamentares alegam que Eduardo se ausentou de sucessivas reuniões partidárias, o que iria contra o estatuto da legenda.

“O Eduardo nunca foi a uma reunião e nunca assinou uma ata”, afirma Frota. Segundo o deputado, o estatuto do PSL estabelece que dirigentes não podem faltar a mais de cinco reuniões seguidas. “O partido precisa fazer o dever de casa se quiser se tornar um partido grande”, completa.

Frota também já havia pedido uma auditoria nas contas do PSL paulista. De acordo com ele, a investigação teria como ponto de partida o período eleitoral.

  • A posse de Eduardo Bolsonaro como presidente do PSL em São Paulo foi anunciada no último dia 1º, em substituição ao senador Major Olímpio. Alexandre Frota já havia se manifestado anteriormente contra a indicação, na esteira das negociações para que o apresentador José Luiz Datena se filie ao PSL e cogite uma candidatura à prefeitura da capital paulista.

    A assessoria de Eduardo Bolsonaro informou que o deputado está em lua de mel – ele se casou no último sábado, 25, com a psicóloga Heloísa Wolf – e que não iria comentar o pedido de Frota e Bozzella. Presidente nacional do PSL, Luciano Bivar disse que “o partido está bem com Eduardo” como presidente do diretório de São Paulo e que iria conversar com Alexandre Frota sobre a situação. “Está tudo em paz”, comentou Bivar.

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