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Forças Armadas vão investigar tortura em unidades militares durante a ditadura

Exército, Marinha e Aeronáutica abriram sindicâncias próprias para apurar mortes e maus tratos em sete instalações militares após requerimento da Comissão da Verdade

As Forças Armadas abriram sindicâncias para investigar o uso de instalações militares para torturar e matar opositores à ditadura militar. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, ao coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari. Exército, Marinha e Aeronáutica iniciaram investigações individuais que irão se concentrar na busca por indícios de maus tratos e mortes ocorridas em sete áreas militares no Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

A iniciativa tem o objetivo de reverter a investigação conduzida pelas Forças Armadas nos anos 1980 e 1990, que não apontou a identidade dos executados e nem de seus algozes. A nova sindicância não investigará a base militar desativada do Araguaia, no Pará, que concentrou a maior ofensiva contra o regime.

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O anúncio do ministro da Defesa responde a um requerimento feito pela CNV no dia 18 de fevereiro e foi corroborado pelos comandos do Exército, da Marinha e Aeronáutica. O general Enzo Martins Peri, comandante do Exército, respondeu ao ofício em 24 de março, afirmando ter instaurado processo de investigação para buscar “informações disponíveis sobre o tema aos Órgãos de Direção Setorial e aos Comandos Militares de Área”. Os comandos da Marinha e da Aeronáutica emitiram resposta nesta segunda-feira.

(Com Estadão Conteúdo)