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Flávio Dino volta a rebater fake news relacionada a uso de carros oficiais

Vídeo que ressurgiu nas redes sociais é de 2023, apontou ministro

Por Anna Satie Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 ago 2026, 11h30 | Atualizado em 16 ago 2026, 15h40
Flávio Dino volta a rebater fake news relacionada a uso de carros oficiais Priorizar nos meus resultados Google

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino foi ao Instagram neste domingo, 16, rebater mais uma vez o vídeo em que ele aparece em uma praia ao lado de um carro. As imagens voltaram a circular nas redes sociais, acusando-o de usar um veículo oficial em seu horário de lazer.

O vídeo é antigo, de 2023, e Dino já afirmou, mais de uma vez, que o carro usado na ocasião é particular. Em 2024, o próprio Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) emitiu nota negando a propriedade do automóvel que aparece nas imagens.

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Na publicação deste domingo, Dino apontou que o carro não é institucional e que criminosos não respeitam os locais de lazer nem o horário de expediente normal de servidores públicos. Para provar seu ponto, ele compartilhou prints de uma reportagem relatando a morte de um promotor paraguaio que investigava o PCC em uma praia na Colômbia em 2022. Marcelo Pecci tinha escolta e carro blindado no Paraguai, mas não estava com esse esquema de segurança quando foi para sua lua de mel em uma ilha colombiana.

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Dino disse ainda que as notícias falsas geram mais ódio e, por consequência, ataques e necessidade de segurança, “em um ciclo sem fim”.

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O vídeo de Dino volta à tona em meio à polêmica investigação do STF sobre um jornalista maranhense que publicou reportagens sobre o suposto uso de carros oficiais do TJ-MA por familiares do ministro. Nesta semana, em determinação do ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra ex-servidores que teriam sido fontes para essas matérias. Eles foram descobertos depois de o jornalista ter seu celular e computador apreendidos em março passado.

Associações de imprensa manifestaram preocupação diante da operação. O sigilo da fonte é resguardado pela Constituição Federal. “Qualquer pessoa, incluindo autoridades, pode recorrer a meios legais para questionar um conteúdo jornalístico que entenda estar incorreto. Apreender equipamento jornalístico e quebrar a fonte do profissional colocam em risco o exercício da profissão no país”, disse a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) em nota.

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