Flávio Dino volta a rebater fake news relacionada a uso de carros oficiais
Vídeo que ressurgiu nas redes sociais é de 2023, apontou ministro
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino foi ao Instagram neste domingo, 16, rebater mais uma vez o vídeo em que ele aparece em uma praia ao lado de um carro. As imagens voltaram a circular nas redes sociais, acusando-o de usar um veículo oficial em seu horário de lazer.
O vídeo é antigo, de 2023, e Dino já afirmou, mais de uma vez, que o carro usado na ocasião é particular. Em 2024, o próprio Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) emitiu nota negando a propriedade do automóvel que aparece nas imagens.
Na publicação deste domingo, Dino apontou que o carro não é institucional e que criminosos não respeitam os locais de lazer nem o horário de expediente normal de servidores públicos. Para provar seu ponto, ele compartilhou prints de uma reportagem relatando a morte de um promotor paraguaio que investigava o PCC em uma praia na Colômbia em 2022. Marcelo Pecci tinha escolta e carro blindado no Paraguai, mas não estava com esse esquema de segurança quando foi para sua lua de mel em uma ilha colombiana.
Dino disse ainda que as notícias falsas geram mais ódio e, por consequência, ataques e necessidade de segurança, “em um ciclo sem fim”.
O vídeo de Dino volta à tona em meio à polêmica investigação do STF sobre um jornalista maranhense que publicou reportagens sobre o suposto uso de carros oficiais do TJ-MA por familiares do ministro. Nesta semana, em determinação do ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra ex-servidores que teriam sido fontes para essas matérias. Eles foram descobertos depois de o jornalista ter seu celular e computador apreendidos em março passado.
Associações de imprensa manifestaram preocupação diante da operação. O sigilo da fonte é resguardado pela Constituição Federal. “Qualquer pessoa, incluindo autoridades, pode recorrer a meios legais para questionar um conteúdo jornalístico que entenda estar incorreto. Apreender equipamento jornalístico e quebrar a fonte do profissional colocam em risco o exercício da profissão no país”, disse a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) em nota.







