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Filme ‘Dark Horse’ dá primeiro passo para ser exibido nos cinemas brasileiros

Pedido na Ancine foi feito por grande distribuidora cinematográfica

Por Anna Satie Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jul 2026, 12h37 | Atualizado em 7 jul 2026, 12h59
Filme ‘Dark Horse’ dá primeiro passo para ser exibido nos cinemas brasileiros Priorizar nos meus resultados Google

A distribuidora Europa Filmes, que tem no seu catálogo grandes filmes como Central do Brasil e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, deu o primeiro passo para lançar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro nos cinemas brasileiros.

A companhia ingressou com o pedido de Registro de Obra Estrangeira na Agência Nacional do Cinema, a Ancine. Isso significa que o filme não cumpre os requisitos para que seja considerado uma obra nacional, e portanto, precisa passar por essa etapa para obter o Certificado de Registro de Titulo. Só com esse documento é possível pedir a classificação indicativa para o Ministério da Justiça, que orienta para qual público o filme é adequado, e enfim, poder ser exibido nos cinemas. 

O requerimento aconteceu no dia 22 de junho, de acordo com a Ancine. A autarquia tem até 30 dias para analisar o pedido e verificar se ele cumpre todos os requisitos, se não for necessária alguma informação adicional –nesses casos, o prazo pode ser maior.

A cinebiografia do ex-presidente causa polêmica desde seu anúncio, com investigações que apuram se houve desvios nos recursos da obra –a produtora é administrada pela mesma dona de uma contratada pela Prefeitura de São Paulo, que também recebeu emendas parlamentares. Além disso, parte do financiamento do filme foi feita pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e há um inquérito em aberto que verifica se uma fatia desse dinheiro foi usada para bancar a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Em cima disso tudo, parlamentares da base governista pediram ao TSE para que o lançamento do filme fosse adiado, sob o argumento de que seria propaganda eleitoral antecipada –esse requerimento, no entanto, foi rejeitado pelo presidente da Corte, o ministro Nunes Marques.

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