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Filho de Cabral e secretário de Paes vão a Brasília votar contra Dilma

Estreitamente ligados à cúpula do PMDB fluminense – até pouco uma das últimas trincheiras governistas no partido -, os deputados licenciados Marco Antonio Cabral e Pedro Paulo Carvalho retomam o mandato e desembarcam a partir de quinta-feira em Brasília para votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Marco Antonio é secretário estadual de Esportes e filho do ex-governador Sérgio Cabral. Pedro Paulo é o homem forte da gestão Eduardo Paes, que o escolheu para concorrer à sua sucessão nas eleições deste ano. Pedro Paulo já havia antecipado a intenção de votar pelo impeachment ao site de VEJA, mesmo com a ameaça do PT de se retirar do arco de dezesseis partidos que ele e Paes costuram para a campanha. O presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, disse nesta segunda-feira ao vice-presidente Michel Temer que a maioria da bancada apoia o impeachment e agora pressiona os demais a votarem contra Dilma. Um dos nomes que resistem na trincheira governista é o ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera. Eleito deputado pelo Rio, ele também deve se licenciar do cargo e retomar o mandato, mas para votar em defesa da presidente. Outro é Leonardo Picciani, filho mais velho do patriarca do clã e líder do PMDB na Câmara. Ele é contrário ao impeachment, mas pode ser convencido a mudar de posição até domingo. Os deputados tentam convencê-lo a votar pelo impeachment com o argumento de que terá apoio para se manter na liderança em um eventual governo Temer. A bancada federal do PMDB se reúne na manhã desta quinta e pode fechar questão em apoio ao impeachment. Seria uma saída para que Picciani argumentasse publicamente que, como líder, não poderá votar contra desejo da maioria da bancada. (Felipe Frazão, de Brasília)