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Filha de Clezão, do 8 de janeiro, pede para fazer ‘visita humanitária’ a Jair Bolsonaro

Ana Luiza Duarte da Cunha é candidata a deputada no DF e diz nas redes sociais que o '8 de janeiro ainda vive'; pai faleceu na Papuda após uma parada

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 ago 2026, 13h43
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A filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, pediu nesta segunda-feira, 24, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para fazer uma visita “humanitária e consolatória” ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão domiciliar, na residência dele em Brasília. Clezão, que participou dos ataques do 8 de janeiro, faleceu no dia 20 de novembro de 2023 dentro da Papuda, por conta de uma parada cardiorrespiratória.

Ana Luiza Duarte da Cunha argumentou que a visita a Bolsonaro seria uma etapa importante para lidar com o luto pela perda do pai. “A perda trágica e inesperada do genitor deixou na Requerente marcas profundas, resultando em um processo de luto complexo e de difícil assimilação emocional. Como etapa indispensável para o seu acompanhamento terapêutico e fechamento de ciclo afetivo, a Requerente nutre o desejo de realizar uma única e breve visita ao ex-Presidente da República, Sr. Jair Messias Bolsonaro, pessoa por quem seu falecido pai nutria admiração”, diz trecho do pedido.

A petição não menciona que Ana Luiza é candidata a deputada distrital. No seu perfil nas redes sociais, ela se apresenta como “a deputada distrital de Flávio Bolsonaro” e enaltece o 8 de janeiro: “meu pai morreu, mas o 8 de janeiro vive”. Ela possui fotos com os filhos do ex-presidente e com figuras do PL, e usa o nome de urna “Luiza do Clezão”.

Bolsonaro está proibido de receber visitas. Na última sexta, 21, Moraes liberou que ele volte a receber os filhos Carlos e Jair Renan. Flávio só será liberado em outubro — as visitas dele foram suspensas por conta da “Carta aos Brasileiros”, que o ex-presidente escreveu à mão para ele ler em uma live. O Supremo entendeu que foi uma forma de burlar a proibição de falar com o público.

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Para conseguir a visita, Ana Luiza disse que se compromete a não conceder entrevistas, não falar sobre o assunto nas redes sociais e não falar de assuntos que não sejam de ordem pessoal com o ex-presidente.

 

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