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Fila de chefes de estado para conhecer o Cristo Redentor na Rio+20

A administração do santuário foi informada pelo Itamaraty sobre o desejo de grande parte das autoridades de visitar o Corcovado. Igreja e estado querem que o monumento fique verde durante a conferência sobre o meio ambiente

Por Da Redação - 23 maio 2012, 16h09

As definições sobre meio ambiente, economia verde e sustentabilidade ainda estão por vir. Mas desde já há pelo menos um consenso entre os chefes de estado e líderes globais que vão passar pelo Rio de Janeiro entre 13 e 22 de junho, na Rio+20: a visita ao Corcovado é obrigatória. A romaria das comitivas internacionais mobiliza o Santuário do Cristo Redentor. A administração do monumento foi informada pelo Itamaraty que todas as mais de 100 delegações devem visitar o ponto turístico. Também é provável que a maioria dos representantes dos países conheça o Cristo durante a conferência.

Algumas pré-visitas já foram feitas para mapear a área. O cônsul do Canadá, por exemplo, esteve no Corcovado há pouco tempo. O Itamaraty montou uma escala para que as delegações e os chefes de estado não acabem indo ao monumento no mesmo dia e em horários parecidos. A planilha, no entanto, ainda não chegou às mãos da gestão do Corcovado. Mas, mesmo que a tabela seja entregue detalhada ao padre Omar, guardião do santuário, é sempre necessário contar com o imprevisto quando se trata de visitas de autoridades.

Em março do ano passado, quando o presidente dos EUA, Barack Obama, esteve no Rio de Janeiro, constava em sua agenda a visita ao Cristo. A passagem de Obama pelo Redentor estava programada para acontecer pela manhã. De madrugada, tudo estava pronto para recebê-lo. Mas, no próprio dia, o presidente norte-americano mudou os planos e só à noite, junto com a sua família, foi ao monumento.

A administração do santuário pensa em organizar horários especiais para alguns chefes de estado, como a abertura do período noturno. Por enquanto, ainda não há planos de fechar o Cristo para a recepção de alguma autoridade, mas essa alternativa não está descartada. A ideia é deixar o ponto turístico aberto por mais tempo do que o costume para dar conta das visitas, que devem aumentar em média 40% na época da Rio+20. O horário que normalmente vai das 8h às 18h, deve se estender até às 19h. A expectativa de público é semelhante ao do carnaval e do réveillon cariocas.

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A diferença mais visível para as demais épocas do ano será a cor da estátua. A vontade da Igreja e do governo do estado é de que o Cristo fique iluminado pela cor verde em alusão ao meio ambiente. “O Cristo está inserido na Floresta da Tijuca. É um santuário também ecológico”, diz padre Omar.

Durante a Rio+20, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, rezará uma missa aberta ao público no alto do Redentor. Padre Omar planeja ampliar os horários das missas e das benções, que são dadas em sete línguas. Na Rio+20, ele deve incorporar novos idiomas para acolher no Cristo os turistas chegados de todos os cantos do mundo.

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