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Favorável à saída de Vaccari, Genro recebeu pouca verba de tesoureiro do PT

Por Da Redação 8 abr 2015, 09h49

Um dos primeiros nomes do PT a se posicionar publicamente pelo afastamento do tesoureiro nacional João Vaccari Neto – acusado de intermediar propinas no escândalo do petrolão -, o ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro foi um dos candidatos que recebeu menos verba da Direção Nacional petista nas eleições do ano passado. A administração do caixa cabia justamente a Vaccari. Candidato à reeleição, Tarso Genro recebeu apenas 1,2 milhão de reais em repasses diretos do comando petista. Ele perdeu o Palácio Piratini para o peemedebista José Ivo Sartori. Uma consulta a dados declarados à Justiça Eleitoral revela que outros candidatos a governador em colégios eleitorais grandes como o gaúcho, vitoriosos ou não, receberam muito mais dinheiro do que Tarso Genro: Gleisi Hoffmann (PR) obteve 16,2 milhões de reais; Fernando Pimentel (MG), 13,9 milhões de reais; Delcídio Amaral (MS), 8 milhões de reais; Rui Costa (BA), 6,5 milhões de reais; Lindbgergh Farias (RJ), 5,2 milhões de reais; Alexandre Padilha (SP), 4 milhões de reais; Ângela Portela (RR), 3,3 milhões de reais; e Wellington Dias (PI), 2,1 milhões de reais. A corrente interna Mensagem ao Partido, fundada por Tarso Genro e integrada pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), também decidiu cobrar o desligamento de Vaccari das atividades no partido. O tesoureiro é dirigente da Construindo um Novo Brasil, campo majoritário dentro do PT liderado pelo ex-presidente Lula. Os diretórios estaduais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina votaram pelo afastamento. (Felipe Frazão, de São Paulo)

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