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Existência de ‘organização criminosa’ na Petrobras é inquestionável, diz Aécio

Presidenciável tucano defendeu depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à CPI mista que investiga crimes na estatal

Por Daniel Aidar, do Rio de Janeiro - 7 set 2014, 14h52

Após marcar presença em evento evangélico em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou neste domingo que os depoimentos prestados por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, mostraram que é “inquestionável” a existência de uma “organização criminosa” na estatal durante todo o governo do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. O tucano já falou que as revelações do ex-diretor comprovam um novo mensalão no governo petista.

“Não condeno previamente ninguém, mas existia uma organização criminosa funcionando dentro da Petrobras durante todo o governo. Isso parece fato inquestionável. E é uma empresa que teve sempre atenção muito próxima da presidente da República”, afirmou Aécio. “Falta um posicionamento mais firma da presidente. Não dá para dizer que não sabia de nada”, acrescentou.

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O presidenciável tucano afirmou ainda que o esquema de corrupção, operado pelo ex-diretor e pelo doleiro Alberto Youssef, é resultado do “aparelhamento do Estado brasileiro” pelo PT. “Esse é o resultado mais perverso daquela que, para mim, é a pior das marcas do governo do PT: o aparelhamento do Estado brasileiro”, afirmou. Aécio preferiu deixar sem resposta as ameaças do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que prometeu “providências jurídicas” contra o tucano: “Acho que ele não tem qualidade para travar debate comigo”.

No sábado, o PSDB anunciou ações para que os depoimentos prestados por Costa, na tentativa de delação premiada, sejam compartilhados com a CPI mista da Petrobras e para que o ex-diretor seja interrogado na comissão. Aécio defendeu as medidas para que o ex-diretor diga “de forma clara” como funcionava o esquema.

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Compromisso com evangélicos – Neste domingo, o presidenciável do PSDB foi recebido por fiéis do Ministério Flor de Lis, uma ramificação da Igreja Assembleia de Deus. Aécio esteve acompanhado de sua mãe Inês Maria Neves e de sua filha Gabriela Neves. A cantora gospel e pastora Flordelis dos Santos de Souza e o pastor Anderson do Carmo declararam voto no tucano depois que ele discursou no palco contra a legalização das drogas e do aborto. “Somos contra a descriminalização das drogas e não vejo como a legalização do aborto pode trazer um Brasil melhor”, afirmou o candidato aos fiéis.

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