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Ex-secretário de Maggi em MT vira réu por improbidade

Segundo o promotor Mauro Zaque de Jesus, o patrimônio do ex-secretário aumentou de 170 000 reais para 26 milhões de reais em cinco anos

Por Da Redação 20 dez 2011, 06h00

O juiz Luís Aparecido Bertolucci Júnior, da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, aceitou ação civil pública por improbidade administrativa do Ministério Público Estadual (MPE) contra Vilceu Marchetti, que foi secretário de Infraestrutura do ex-governador – e hoje senador – Blairo Maggi. Além disso, determinou a indisponibilidade de seus bens em 26.365.000 reais.

Segundo o promotor Mauro Zaque de Jesus, autor da ação, o patrimônio do ex-secretário aumentou de 170 000 reais para 26 milhões de reais em cinco anos – entre 2005 e 2010, quando ele atuou como secretário de Estado. O advogado de defesa de Marchetti, Ulisses Rabaneda, considera “completamente infundados” os argumentos do MPE.

“São números irreais”, afirmou Rabaneda, avisando que entrará com agravo de instrumento assim que receber a notificação. “Ele trabalhou por presunção”.

O ex-secretário já responde a diversas ações civis públicas em que é acusado de improbidade administrativa – além de inquéritos policiais. Numa das ações, é processado por ter favorecido a empresa Clautur Viagens e Turismo, na concessão de um linha de transportes intermunicipais. Em outra, é acusado de participar da fraude numa licitação para compra de máquinas. Em um dos inquéritos policiais é investigado por crime de lavagem de dinheiro, tendo como vítima o estado de Mato Grosso. Existem outros cinco inquéritos policiais e ele responde ainda a uma ação popular junto à 1ª. Vara Federal.

O promotor Zaque não tem dúvidas do enriquecimento ilícito do ex-secretário. Segundo ele, seja em manobras de lavagem de dinheiro ou através de condutas criminosas , não há como sustentar tal patrimônio absurdamente elevado.

As punições contra o ex-secretário começaram em novembro, quando o Tribunal de Contas do Estado (TCE) o declarou inabilitado para o exercício de cargo na administração pública até 2016. A decisão foi por unanimidade.

(Com Agência Estado)

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