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Ex-presidentes lamentam morte de Eduardo Campos

FHC afirma que o país perde “um dos melhores líderes jovens”. Campos foi ministro de Ciência e Tecnologia no governo Lula

Por Gabriel Castro, de Brasília, e Bruna Fasano 13 ago 2014, 17h09

Os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva lamentaram nesta quarta-feira a morte do candidato do PSB ao Planalto, Eduardo Campos, vítima de um acidente aéreo em Santos, litoral paulista.

Em nota divulgada pelo Instituto Lula, o ex-presidente afirmou estar “profundamente entristecido” com a morte do candidato de Eduardo Campos, a quem chamou de “grande amigo e companheiro”. Lula recorda ter conhecido o ex-governador de Pernambuco por meio de Miguel Arraes, avô de Campos. “O país perde um homem público de rara e extraordinária qualidade. Tive a alegria de contar com sua inteligência e dedicação nos anos em que foi nosso ministro de Ciência e Tecnologia. Ao longo de toda sua vida, Eduardo lutou para tornar o Brasil um país mais justo e digno”, diz o texto.

Campos apoiou o governo Lula durante oito anos, e também se manteve na base aliada durante a maior parte do governo Dilma Rousseff. Mesmo após o rompimento com a presidente, o candidato do PSB manteve os elogios públicos a Lula. “O carinho, o respeito e a admiração mútua sempre estiveram presentes em nossa convivência”, diz o texto do ex-presidente, que também envia condolências à família de Eduardo Campos e dos outros mortos no acidente.

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também expressou seu pesar com o falecimento de Campos. FHC, amplamente engajado em articulações da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, conheceu Campos nos bastidores da corrida eleitoral. “Diante dos fatos que arrancaram a vida de Eduardo Campos, de alguns de seus colaboradores e dos pilotos, minha primeira reação é simplesmente emocional: que tragédia. Volto-me para os familiares: não há palavras que amenizem as perdas. Ainda assim, expresso minhas condolências, meus sentimentos de tristeza e de pesar. Quanto ao Eduardo, por quem sempre manifestei respeito, a perda maior é do País. No momento em que nós precisamos de líderes jovens e competentes, perdemos um dos melhores. Sua carreira nacional apenas se iniciava. Fosse ou não eleito, seria um líder para a renovação política que tanto necessitamos. É uma perda irreparável”, afirmou Fernando Henrique em nota.

O senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) recebeu com perplexidade a notícia da morte de Campos. Para Sarney, o país perde “uma de suas maiores esperanças políticas”: “A morte é um fenômeno transcendental. Supera todos os sentimentos. Deus é testemunha da minha emoção, do meu pesar e do quanto estou chocado com o falecimento de Eduardo Campos, a quem conheci ainda jovem, despontando como um grande talento. O Brasil perdeu uma de suas maiores esperanças políticas. Eduardo tinha um grande futuro e vivia um grande presente. Junto-me a sua família e ao povo brasileiro nesse sentimento de perda, e peço a Deus que nos console e nos ampare. O Brasil, o Nordeste e Pernambuco sentem o vazio que se abre – e que não será preenchido”.

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