Ex-prefeito de Campo Grande, preso por assassinato, morre em hospital
Alcides Bernal comandou capital sul-matogrossense até o fim de 2016 e teve carreira conturbada na política
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira, 13, na Santa Casa da cidade. Ele estava com problemas cardíacos e já havia recebido atendimento médico dois dias antes. De acordo com informações da imprensa local, ele teve alta na última sexta, 10, e foi levado de volta para Presídio Militar Estadual Fidelcino Rodrigues, onde ele estava preso por conta do assassinato do servidor Roberto Carlos Mazzini. Na madrugada, passou mal novamente e foi levado outra vez ao hospital, mas não resistiu e faleceu. Ele completaria 61 anos nesta terça, 14.
Apesar do quadro cardíaco, a exata causa da morte de Bernal não foi revelada. O ex-prefeito de Campo Grande exerceu vários cargos na política: ele foi vereador por dois mandatos seguidos (até 2010), depois deputado estadual e, em 2012, se elegeu como chefe do Executivo da capital do estado, filiado ao PP. Por conta de irregularidades em contratos emergenciais e suspeita de desvio de dinheiro público, Bernal foi cassado pela maioria dos vereadores em 2014. Ele voltou ao cargo no ano seguinte, por meio de uma decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul que lhe empossou de volta na cadeira.
Ele concluiu o mandato como prefeito, mas depois não se elegeu mais para outros cargos eletivos. Em março deste ano, Bernal foi preso preventivamente por assassinar a tiros um servidor público. O fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini arrematou, em um leilão judicial, uma residência que era de propriedade do ex-prefeito.
O caso já estava nos trâmites finais, de transferência de propriedade, e Bernal não morava no imóvel. Ele disse que Mazzini entrou na sua residência sem autorização e que atirou três vezes no servidor por legítima defesa, pois estaria ocorrendo uma suposta invasão da casa. Bernal se entregou à polícia espontaneamente. O servidor chegou a ser reanimado, mas não resistiu aos ferimenros e morreu. Desde então, o ex-prefeito de Campo Grande estava preso, aguardando o desfecho do caso.







