Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Ex-dirigente da Caixa Econômica confirma pagamento de propina a Eduardo Cunha

Apadrinhado pelo presidente da Câmara no cargo de vice-presidente do banco público, Fábio Cleto pode ser o sétimo investigado da Lava Jato a implicar Cunha em esquemas de corrupção

Em negociação para fechar acordo de delação premiada, o ex-vice presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto confirmou que houve pagamentos de propina ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta sexta-feira, Cleto teria ratificado os relatos dos delatores da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, de que Cunha cobrou 52 milhões de reais para a liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS para o projeto Porto Maravilha, do qual a empreiteira participou em consórcio com as construtoras OAS e Odebrecht.

Se confirmada a delação, Cleto será o sétimo investigado da Operação Lava Jato a implicar Cunha em esquemas de corrupção. As revelações foram dadas em uma fase premilinar à colaboração premiada que está sendo negociada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Cleto, que foi indicado ao cargo na Caixa por Eduardo Cunha, foi exonerado do cargo pela presidente Dilma Rousseff em dezembro do ano passado.

O presidente da Câmara não quis comentar as denúncias. Anteriormente, ela havia negado que recebeu dinheiro ilícito da Carioca Engenharia.

Alvo de duas denúncias no âmbito da Lava Jato, Eduardo Cunha é réu em um dos processos, cujo objeto é o pagamento de 5 milhões de dólares propina por um contrato da Samsung Heavy Industries com a Petrobras. Cunha também é investigado em outros três inquéritos da PGR. Um deles é o caso da Carioca Engenharia e os outros dois estão sob sigilo.

Leia também:

Presidente do Conselho de Ética desafia Cunha e vira alvo de denúncia na Câmara

Ao Conselho de Ética, delator confirma repasse de R$ 4 mi para Eduardo Cunha