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Ex-diretor da Delta no Centro-Oeste tem prisão revogada

A detenção temporária de Cláudio Abreu foi substituída por medidas cautelares, como a entrega do passaporte e a proibição de manter contato com outros réus

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) informou nesta sexta-feira que a juíza da 5ª Vara Criminal de Brasília revogou a prisão preventiva de Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste. A detenção foi substituída por medidas cautelares. Claudio Abreu está preso desde 25 de abril.

A magistrada determinou que Abreu deve comparecer mensalmente perante o juízo, entre os dias 10 a 15, “independentemente de intimação e até a prolação da sentença”. Também foi determinado que o executivo está proibido de manter qualquer espécie de contato com os demais réus e com outras pessoas citadas na denúncia original. Abreu também deverá entregar seu passaporte e manter seu endereço atualizado. “O descumprimento de qualquer das medidas poderá ensejar novo decreto de prisão”, estabeleceu a decisão.

A defesa alegou, ao pedir a revogação da prisão, que não há indícios de autoria dos delitos e Abreu é réu primário e possui endereço fixo”. A defesa argumentou também que não há provas de materialidade do fato e nem indícios suficientes de sua autoria nos delitos, pois “não consta nas interceptações telefônicas qualquer gravação com sua voz”.

O Ministério Público manifestou-se pelo indeferimento do pedido, mas a juíza considerou que a liberdade do requerente não representa risco à ordem pública. Segundo ela, Abreu “não é mais diretor da empresa Delta e, ainda que fosse, os crimes que lhe foram imputados são de conhecimento nacional, de maneira que dificilmente conseguiria praticar novas condutas semelhantes”.

Distrito Federal – A 1ª Vara da Fazenda Pública confirmou a decisão do governo distrital de cancelar contrato com a Delta para a prestação dos serviços de varreção e coleta de lixo. Ainda cabe recurso à sentença judicial. O rompimento contratual serviu de preparação do depoimento do governador Agnelo Queiroz à CPI do Cachoeira. De acordo com o secretário de Transparência do governo, Carlos Higino, a quebra do contrato ocorreu depois de uma detalhada auditoria que detectou ilegalidades na prestação do serviço.