Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Ex-diretor da Abin não quer largar mão de mordomia em Brasília

Alexandre Ramagem deixou cargo no fim de março e, pela legislação, tinha prazo de 30 dias para devolver o imóvel funcional, mas não devolveu

Por Ricardo Chapola
18 jun 2022, 14h33

Ex diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem deixou o cargo no fim março deste ano com o objetivo de concorrer a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições. Mesmo assim, o delegado da Polícia Federal e coordenador da segurança de Jair Bolsonaro em 2018 continua residindo em Brasília, em um apartamento custeado pelos cofres públicos

A União oferece apartamentos funcionais a trabalhadores da máquina, desde que ocupem determinadas funções, especificadas na legislação. Exige também que nem o servidor, ou seu cônjuge sejam proprietários de imóveis no Distrito Federal. Segundo o mesmo regulamento, a cessão de uso do imóvel se encerra quando o servidor for exonerado, dispensado do cargo, ou quando o funcionário compre um imóvel próprio na capital federal. A União ainda concede prazo de 30 dias para que o servidor em questão devolva o imóvel onde residia.

Ramagem mora em um imóvel funcional desde julho de 2020. O apartamento, de número 309, fica localizado na quadra 304, no bloco A da Asa Norte da capital federal. Como deixou o governo em 31 de março, pela regra, o ex-diretor da Abin tinha até o fim de abril para que devolvesse o imóvel, algo que até hoje ainda não aconteceu. 

VEJA esteve no endereço na quinta-feira, 16, e confirmou com um funcionário do condomínio que Ramagem ainda reside no apartamento. A legislação prevê aplicação de multa caso o servidor desrespeite o prazo de 30 dias, estimada em 10% do salário que a pessoa em questão recebia enquanto funcionária pública. A Abin não fornece em suas páginas oficiais informações sobre remuneração de seus servidores. Procurado, o ex-diretor da agência não se manifestou até o momento. 

Continua após a publicidade

Trata-se do segundo caso flagrado pela reportagem de uso indevido de imóveis funcionais. O primeiro foi revelado por VEJA na edição desta semana, e envolve o ex-secretário da Pesca Jorge Seif Júnior, atual pré-candidato ao Senado pelo PL de Santa Catarina.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.