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Ex-comandante nega que houve pedido de Bolsonaro para sobrevoar STF

Em entrevista a VEJA, o ex-ministro da Defesa Raul Jungmann falou de um plano do presidente para intimidar o Supremo Tribunal Federal

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
29 ago 2021, 14h38
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  • O ex-comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar reformado Antônio Carlos Moretti Bermudez, negou que o presidente Jair Bolsonaro tenha feito um pedido para que caças da Aeronáutica sobrevoassem o Supremo Tribunal Federal (STF) acima da velocidade do som, conforme disse o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, em entrevista nas Páginas Amarelas de VEJA . Segundo Jungmann, Bolsonaro chamou “um comandante militar” e perguntou se os jatos Gripen estavam operacionais para fazer o voo rasante. A intenção de Bolsonaro seria  estourar os vidros do prédio do STF.

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    Moretti Bermudez informou, no entanto, que não houve nenhuma consulta do presidente Bolsonaro sobre a passagem das aeronaves sobre o tribunal. “Comigo, nada foi tratado sobre isso. Não houve nenhuma consulta, nenhuma conversa sobre isso”, disse ele a VEJA. Como comandante da Aeronáutica na época,  caberia a ele mobilizar a equipe de solo e de voo para a operação e dar a ordem para que os jatos sobrevoassem o STF.

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    Ainda segundo a versão do ex-ministro Jungmann, a demissão dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, em março passado, ocorreu após os três não cederem aos desejos de Bolsonaro.  “Ao confrontá-lo com o absurdo de ações desse tipo, eles foram demitidos”, disse. Moretti Bermudez, porém, negou que a exoneração esteja relacionada a pedidos de Bolsonaro, mas se recusou a entrar em detalhes sobre os reais motivos da troca dos chefes das três forças armadas.

    “Eu ainda estou no que chamo de minha ‘licença sabática’, não me envolvendo em Força Aérea, nem em política, nem em nada. Tenho um apreço por todos. O próprio ministro Jungmann, quando foi ministro da Defesa, tinha uma relação próxima e fraterna conosco”, afirmou.  O atual comando da Aeronáutica não quis se manifestar.

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