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Evento sobre Sínodo da Amazônia sofre críticas de católicos conservadores

Na quarta-feira, grupo tentou impedir missa em celebração ao Dia da Consciência Negra no Rio de Janeiro

Por Leandro Resende - 21 nov 2019, 16h01

Um evento marcado para a noite desta quinta-feira, 21, em uma escola na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, para discussão do Sínodo da Amazônia, está sendo criticado e ameaçado por grupos de católicos conservadores. O encontro terá a presença do cardeal Dom Cláudio Hummes, que foi o relator da reunião dos bispos da Igreja Católica que, em outubro, estiveram juntos para discutir a situação da região amazônica.

Mensagens recebidas pela organização do evento acenderam alerta para possibilidade de atos de intolerância durante o encontro. “Dom Cláudio Hummes fez mais estrago na Igreja Católica que Lutero. O mal não poderia ser pior”, diz uma das mensagens. “A Santa Igreja já é desfigurada há muito tempo por aqueles que acham estar acima da doutrina. A barca de Pedro está cheia de ratos” afirma outro texto enviado aos organizadores. VEJA apurou que o colégio que sediará o evento também teria recebido ameaças. Procurada, a instituição negou e confirmou que o evento está mantido para hoje.

Na quarta-feira 20, dia da Consciência Negra, uma missa marcada para celebrar a diversidade foi interrompida por um grupo de católicos ligados ao Centro Dom Bosco. Segundo relato dos presentes a VEJA, o grupo tentou intimidar o padre a não realizar a missa, que previa a incorporação de elementos da cultura afrobrasileira. Nas redes sociais, o Centro Dom Bosco alega que seus membros foram alvo de ataques durante “missa afro”.

No evento de hoje na Tijuca, está prevista a entrega da medalha São Francisco de Assis ao Cardeal Dom Cláudio Hummes, aprovada pela Câmara de Vereadores do Rio em iniciativa do vereador Reimont (PT).

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