O candidato do PDT ao governo do Paraná, Requião Filho, afirmou que vê “o caos e o desastre” em um eventual governo do senador Sergio Moro no Estado. A declaração foi dada durante sabatina promovida por VEJA com os principais candidatos aos governos estaduais. Segundo o pedetista, Moro não tem um plano para o Paraná e desconhece a realidade do Estado.
Ao comentar a liderança de Moro nas pesquisas de intenção de voto, Requião Filho reconheceu que o senador aparece na primeira colocação, mas afirmou que sua trajetória seria de queda. Para o candidato, Moro não consegue sustentar a posição por falta de propostas, diálogo e identificação com os paranaenses.
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Requião Filho também criticou a ausência de Moro em um debate recente entre candidatos ao governo. “O cara quer ser governador do Paraná e não tem coragem de enfrentar os seus adversários num debate”, afirmou. Para ele, o encontro deveria servir para que os candidatos apresentassem suas ideias e propostas para o Estado.
Na avaliação do pedetista, Moro estaria concentrado em repetir um discurso de oposição ao PT e em defender a transformação do Paraná em uma “fortaleza”, enquanto ele pretende discutir temas como redução de impostos, educação, segurança pública, infraestrutura e logística.
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Requião Filho também questionou a atuação de Moro como senador pelo Paraná. Segundo ele, o adversário não teria se manifestado sobre temas como a venda da Copel, os pedágios e problemas na saúde pública estadual. O candidato afirmou ainda que Moro mantém uma imagem vinculada à atuação como juiz da Lava Jato, mas não teria apresentado resultados como parlamentar.
Ao falar sobre um eventual segundo turno, Requião Filho disse esperar enfrentar Moro em um debate. “O meu sonho nesse momento é o segundo turno com o Sérgio Moro num debate”, afirmou. Na avaliação dele, uma nova ausência do senador em debates reforçaria a percepção de que ele não tem propostas para apresentar.
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Durante a sabatina, Requião Filho também defendeu seu projeto para o Paraná e afirmou que pretende apresentar propostas de longo prazo para o Estado. Entre as prioridades citadas estão a redução de impostos para micro e pequenas empresas, investimentos em educação, mudanças nas carreiras das forças de segurança e ampliação da malha ferroviária.
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