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Ministro Etchegoyen diz não ver nenhum militar pensando em intervenção

Titular do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) analisou que é importante tentar entender por que esse ainda é um pensamento presente na sociedade

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva do Exército Sérgio Etchegoyen, afirmou nesta terça-feira 29 que intervenção militar é um assunto do século passado, que não faz mais sentido. Durante a coletiva no Palácio do Planalto realizada para fazer um balanço da greve dos caminhoneiros, Etchegoyen foi questionado sobre os protestos que têm ocorrido pedindo a volta dos militares ao poder. “O farol que uso é muito mais potente que o retrovisor. Não vejo militar, Forças Armadas, pensando nisso”, afirmou.

Segundo ele, existe uma incógnita nesse movimento que ninguém ainda tratou: por que uma parcela da população deseja uma mudança tão radical na estrutura de poder do país. Ele afirmou, no entanto, que assumir o governo não é um objetivo dos militares. “Vejam todas as manifestações, de todos os comandantes, na imprensa, nas mídias sociais, sobre a posição das Forças Armadas. Tenho dito, repito, vivo no século XXI, quero construir um país como todos os militares desejam. Não busquem encontrar o problema onde ele está iluminado”, afirmou, acrescentando em seguida que estão iluminadas as instituições das Forças Armadas, que permanecem sempre presentes. “Se há necessidade ou problemas, estão resolvendo, essa Força é extremamente iluminada do ponto de vista de ter clareza do que faz”, completou.

Mas o general reconheceu que ainda existem pessoas que acham que essa alternativa da intervenção é possível. “É importante sabermos por quê, para sabermos onde erramos”, afirmou.

Comentários

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  1. Paulo Bandarra

    A primeira medida de uma intervenção seria suprimir o direito de greve.

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  2. Osmar Serrragem

    Por quê será que a gente sempre pensa nisso , hein seu gênio? Vai ver a gente é masoquista…

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