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‘Estou aguardando a lista tríplice’, diz Bolsonaro sobre PGR

Mandato de Raquel Dodge, atual procuradora-geral da República, se encerra em setembro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite deste sábado, 8, que vai aguardar a definição da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para escolher quem vai chefiar o Ministério Público Federal (MPF). O político disse que os nomes que se colocaram na disputa são “bons”. A eleição está marcada para 18 de junho.

“Estou aguardando a lista tríplice”, disse Bolsonaro, ao falar rapidamente com jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada e seguir para a Granja do Torto.

Indagado se a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, é um bom nome para a chefia do Ministério Público pelos próximos dois anos, o presidente respondeu: “Todos são bons nomes”.

Alvo de críticas internas, Dodge optou por não entrar na disputa para integrar a lista tríplice. Mesmo esperando a definição dos nomes da lista, Bolsonaro já indicou que não deve seguir necessariamente à risca os nomes sugeridos pela associação. Nesta condição, ministros próximos ao presidente passaram a ver Dodge como uma candidata natural à recondução.

Raquel Dodge admitiu na última sexta-feira 7, pela primeira vez, estar no páreo para ficar mais dois anos no cargo. “Estou à disposição da minha instituição e do país para uma eventual recondução ao cargo, mas não sei se isso vai acontecer”, disse a procuradora. O mandato de Dodge termina em setembro.

Pesa contra Dodge o fato de ela ter, em abril do ano passado, denunciado Bolsonaro por racismo praticado contra quilombolas, por causa de declarações feitas pelo então deputado em palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro. A acusação acabou rejeitada pela Primeira Turma do STF por 3 votos a 2.

Ao todo, dez integrantes do Ministério Público Federal se inscreveram para concorrer à lista tríplice da ANPR neste ano. Além desses, o subprocurador Augusto Aras se apresentou como candidato avulso, fora da lista. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em maio, Augusto Aras fez acenos a Bolsonaro, disse que é preciso uma “disruptura” no Ministério Público e saiu em defesa de uma “democracia militar”, em referência aos generais no governo.

(Com Estadão Conteúdo)