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Estagnado, PAC 2 só recebe 0,25% do total de recursos

Grande vitrine da campanha de Dilma, programa ainda não andou em 2011

Por Da Redação 15 abr 2011, 09h00

Uma das principais bandeiras da vitoriosa campanha de Dilma Rousseff à Presidência, a segunda versão do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2) tem se mantido estagnada desde que a presidente assumiu o mandado. Segundo um levantamento da ONG Contas Abertas, as obras do programa que avançam só o fazem porque se utilizam de contratos firmados ainda na gestão anterior.

Dados da ONG mostram que, dos 40,01 bilhões de reais de gastos autorizados para as versões 1 e 2 do PAC, apenas 102 milhões de reais (0,25%) foram pagos até a última terça-feira. Por causa disso, o governo avalia fundir os programas em uma única rubrica, com o nome genérico de PAC.

Propalada durante a campanha eleitoral, a implantação de centenas de unidades de pronto-atendimento (UPAs) não saiu do papel. Na mesma situação, encontram-se também a construção de unidades básicas de saúde e a implantação de postos de polícia comunitária e de espaços integrados de esporte, cultura, lazer e serviços públicos, as chamadas “praças” do PAC.

Entre os gastos autorizados pela lei orçamentária para 2011, há quase 1,3 bilhão de reais destinados a esses projetos, voltados às populações das regiões metropolitanas. Mas, passados os primeiros cem dias de governo Dilma Rousseff, nenhum deles passou pela primeira etapa do processo de gasto público, o chamado empenho.

(Com Agência Estado)

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