Esquerda prepara cobranças a Paes em caso de segundo turno no Rio
Votos podem ser definidores para ex-prefeito carioca se eleição não for liquidada no dia 4 de outubro
No período eleitoral, uma máxima costuma ser repetida à exaustão por candidatos e estrategistas: o segundo turno é outra eleição. A ideia embutida no jargão é a de que não necessariamente o nome mais bem-posicionado na primeira rodada do pleito retém a vantagem na votação decisiva. Se, no Rio de Janeiro, a eleição não for liquidada no dia 4 de outubro, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), favorito nas pesquisas, não aposta as fichas em um cenário exatamente tranquilo. Ele terá novas articulações a fazer para tentar ampliar os votos e evitar que os eleitores dos candidatos derrotados migrem para o lado de seu principal adversário, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), nome do bolsonarismo.
De olho no xadrez político do segundo turno, partidos de esquerda envolvidos na candidatura de William Siri (PSOL), hoje com 5% das intenções de voto, já preparam um roteiro de exigências para apoiar o ex-prefeito em um eventual segundo turno. A ideia do PSOL e da Rede é que Paes se comprometa com causas como a valorização dos professores.
O ex-prefeito sonha com uma vitória ainda no primeiro turno, mas com o crescimento gradual de Douglas Ruas, escorado no senador Flávio Bolsonaro (PL), as chances de segundo turno vêm aumentando. Uma outra variável vai ajudar a definir a eleição no Rio: a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). Ele teve o registro impugnado pela Justiça Eleitoral fluminense, mas prepara um recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se concorrer e tiver os votos anulados, Paes ficará em uma posição mais confortável.







