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Envolvido no petrolão, Lobão confirma que sai da Esplanada

Em discurso de despedida, ministro classificou maior esquema de corrupção da história recente do país como 'crise circunstancial'

Por Da Redação 23 dez 2014, 11h40

Citado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como um dos beneficiários do megaesquema de corrupção operado na estatal, o ministro de Minas e Energia Edison Lobão confirmou nesta terça-feira que deixará a pasta. Em discurso de despedida, o peemedebista aproveitou para se defender – e também a presidente da Petrobras, Graça Foster. “Só posso ter uma palavra quando souber o que se alega. Não devo nada, estou isento de qualquer culpa, venha ela de onde vier”, afirmou.

O ministro ainda classificou a crise desencadeada pelo descobrimento do esquema do petrolão – o maior escândalo de corrupção da história recente do país – como “circunstancial”. “Não tem origem sólida e não vai se perpetuar no tempo”, avaliou Lobão. Ele afirmou ainda que, a partir de 1º de janeiro, está fora da Esplanada. O peemedebista voltará a ocupar sua cadeira no Senado.

Sobre Graça Foster, afirmou: “Ela é uma administradora rigorosa e séria, e no que depender dela, tudo se corrigirá rapidamente e bem”. Segundo ele, o governo não conhecia os fatos que motivaram as denúncias de corrupção contra a estatal e lembrou que a Petrobras é constantemente fiscalizada, tanto pela corregedoria interna, por auditorias externas e pelo Tribunal de Contas da União.

Em café da manhã com jornalistas, ele não quis adiantar quem será seu substituto, mas afirmou que a presidente Dilma Rousseff deverá indicar o nome ainda nesta terça. Segundo Lobão, o novo ministro irá encontrar “a casa ajustada e em ordem”. “Temos planejamento e não caberá surpresas desagradáveis aqui no Ministério”. Lobão voltou a afirmar que não haverá racionamento de energia nos próximos anos e disse que os pedidos de revisão extraordinária que deverão ser feitos pelas distribuidoras de energia elétrica são justos, mas que o governo vai examinar se concede ou não. Ele admitiu que a tendência é que o custo maior da energia vá para o consumidor, em vez de ser bancada pelo Tesouro, mas ressaltou que é melhor pagar mais caro do que não ter energia. “O que não se pode é não ter energia elétrica. O custo mais alto é lamentável, mas não ter é infinitamente pior”, avaliou Lobão.

(Com Agência Brasil)

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