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Enquanto isso, no planeta Bancoop: cunhada de Vaccari recebe 3º apartamento

Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, é suspeita de auxiliá-lo no esquema de recebimento de propina

Por Felipe Frazão 11 Maio 2015, 17h28

Cinco dias antes de ser alvo da 12ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, recebeu a escritura de seu terceiro apartamento da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo). No dia 10 de abril, Marice obteve a matrícula de um apartamento de 96 metros quadrados de área total e vaga de garagem no Edifício Solar de Santana, bairro de classe média da Zona Norte de São Paulo.

De acordo com o registro de compra e venda, de 25 de fevereiro, ela pagou 61.833, 60 reais pelo apartamento. Marice foi alvo de um mandado de prisão temporária no dia 15 de abril, mas a ordem do juiz federal Sérgio Moro só foi cumprida dois dias depois, quando ela se entregou à PF em Curitiba (PR). Ela foi solta pelo juiz na semana seguinte. A cunhada de Vaccari havia viajado ao Panamá, na América Central.

Marice possui um apartamento da Bancoop no Condomínio Mirante do Tatuapé, Zona Leste, e foi dona outro no Guarujá (SP), de frente para o mar, mas desfez o negócio. Ela desistiu de um apartamento no Edifício Solaris, no qual o ex-presidente Lula possui um tríplex, e Vaccari também tem uma unidade.

A transação de compra e devolução do imóvel à OAS, que assumiu a construção do prédio da Bancoop no litoral paulista, está na mira do Ministério Público, que suspeita de crime de lavagem de dinheiro, avaliado em cerca de 200.000 reais. Marice é suspeita de auxiliar Vaccari a receber propinas e vantagens pessoais. Ela nega.

A Bancoop já foi dirigida por Vaccari e lesou milhares de cooperados que compraram imóveis e nunca receberam as chaves e a documentação. Acusado de desvios de dinheiro para o PT na gestão na entidade, Vaccari responde a ação penal por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele será interrogado pela Justiça em novembro.

Lava Jato: cunhada de Vaccari depõe e nega ‘central de propinas’

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