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Encolhimento da PF na gestão de Moro vira foco de adversários na disputa pelo Paraná

Dados revelam queda no efetivo da corporação durante a passagem do atual senador pelo Ministério da Justiça

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jul 2026, 18h01 | Atualizado em 3 jul 2026, 16h04
Encolhimento da PF na gestão de Moro vira foco de adversários na disputa pelo Paraná Priorizar nos meus resultados Google

A gestão do senador Sérgio Moro (PL-PR) no Ministério da Justiça, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, coincidiu com uma queda histórica no quadro de pessoal da PF, quando a instituição atingiu o menor efetivo em quatorze anos.

Os dados foram obtidos no Painel Estatístico de Pessoal (PEP) gerido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Ao assumir a pasta em janeiro de 2019, Moro encontrou a Polícia Federal com 13.478 servidores ativos. Entretanto, quando anunciou sua saída do Ministério da Justiça, em abril de 2020, acusando o então presidente de tentar interferir politicamente na PF, o número registrado no painel caiu para 13.356, ou seja, 122 servidores a menos.

O declínio no número de servidores ao longo dos dezesseis meses como ministro expõe um descompasso entre o discurso de valorização da PF e a realidade administrativa enfrentada no período em que Moro ocupou a sua única experiência no Executivo. Em outubro, o senador tentará mais uma vez migrar de poder, desta vez buscando um cargo de chefia estadual no governo do Paraná.

O ex-juiz federal é o líder das pesquisas de intenção de voto no estado até o momento, mas ele terá de demonstrar nos debates contra os seus adversários que o contingente inferior na principal instituição responsável pelo combate à corrupção e ao crime organizado no país foi apenas uma oscilação natural do funcionalismo público e que o fortalecimento das polícias seguirá como uma das suas principais bandeiras para ocupar o Palácio Iguaçu.

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Em nota, Moro afirmou ter ampliado de 500 para 1047 o número de policiais federais chamados no concurso que havia se iniciado na gestão do ex-presidente Michel Temer. Ele pontuou que, em sua gestão, foi encaminhado um novo concurso para a PF – que levou à convocação de mais 1500 policiais federais -, que foi aberto depois de sua saída do posto. “Foram ampliadas vagas e abertos concursos para PRF e polícia penal federal. Houve crescimento expressivo dos quadros de agentes policiais federais pelas políticas e atos de minha gestão”, concluiu.

 

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