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Empresário reafirma à PF que filho de Erenice cobrou propina

De acordo com Rubnei Quícoli, dinheiro seria para pagamento de dívidas da campanha de Dilma Rousseff

Por Luciana Marques 19 jan 2011, 08h56

Em depoimento na Polícia Federal, o empresário Rubnei Quícoli reafirmou as denúncias de tráfico de influência envolvendo familiares da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

O site de VEJA teve acesso às declarações prestadas pelo empresário à PF em 12 de janeiro, em Campinas (SP). Quícoli relatou à delegacia que a empresa Capital Assessoria e Consultoria – cujo sócio é o filho de Erenice, Israel Guerra – cobrou cinco milhões de reais em propina, além do valor do contrato de 240.000 reais. O objetivo, informa, era obter financiamento para a empresa EDRB junto ao BNDES. , o banco teria negado o empréstimo de nove bilhões de reais à companhia porque não houve o pagamento da EDBR.

Ainda segundo o empresário, o ex-diretor dos Correios Marco Antônio Oliveira foi quem solicitou a quantia de cinco milhões de reais para pagamento de dívidas de Erenice, da então candidata à Presidência Dilma Rousseff e do então candidato ao governo de Minas Gerais Hélio Costa (PMDB).

A negociação do empréstimo, diz Quícoli, também foi realizada pelo ex-assessor da Casa Civil Vinicius Castro. Como VEJA revelou em setembro, Castro era parceiro de Israel Guerra na Capital Assessoria. O empresário disse ainda que, de acordo com o ex-assessor e com o ex-diretor dos Correios, Dilma Rousseff era “a mulher de ferro” do caso.

Escândalo – Em 11 de setembro, VEJA trouxe à tona um caso surpreendente de aparelhamento do estado. A reportagem demonstrou que, com a anuência e o apoio de Erenice, seu filho, Israel Guerra, transformou-se em lobista, intermediando contratos milionários mediante uma “taxa de sucesso”. Cinco dias depois, Erenice deixou a pasta.

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