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Empresário reafirma à PF que filho de Erenice cobrou propina

De acordo com Rubnei Quícoli, dinheiro seria para pagamento de dívidas da campanha de Dilma Rousseff

Em depoimento na Polícia Federal, o empresário Rubnei Quícoli reafirmou as denúncias de tráfico de influência envolvendo familiares da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

O site de VEJA teve acesso às declarações prestadas pelo empresário à PF em 12 de janeiro, em Campinas (SP). Quícoli relatou à delegacia que a empresa Capital Assessoria e Consultoria – cujo sócio é o filho de Erenice, Israel Guerra – cobrou cinco milhões de reais em propina, além do valor do contrato de 240.000 reais. O objetivo, informa, era obter financiamento para a empresa EDRB junto ao BNDES. , o banco teria negado o empréstimo de nove bilhões de reais à companhia porque não houve o pagamento da EDBR.

Ainda segundo o empresário, o ex-diretor dos Correios Marco Antônio Oliveira foi quem solicitou a quantia de cinco milhões de reais para pagamento de dívidas de Erenice, da então candidata à Presidência Dilma Rousseff e do então candidato ao governo de Minas Gerais Hélio Costa (PMDB).

A negociação do empréstimo, diz Quícoli, também foi realizada pelo ex-assessor da Casa Civil Vinicius Castro. Como VEJA revelou em setembro, Castro era parceiro de Israel Guerra na Capital Assessoria. O empresário disse ainda que, de acordo com o ex-assessor e com o ex-diretor dos Correios, Dilma Rousseff era “a mulher de ferro” do caso.

Escândalo – Em 11 de setembro, VEJA trouxe à tona um caso surpreendente de aparelhamento do estado. A reportagem demonstrou que, com a anuência e o apoio de Erenice, seu filho, Israel Guerra, transformou-se em lobista, intermediando contratos milionários mediante uma “taxa de sucesso”. Cinco dias depois, Erenice deixou a pasta.