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Em Vitória, PT sofre com a rejeição

Crise econômica, escândalos de corrupção e fantasma da gestão petista no passado aumentam avaliação negativa da população

Por Luisa Bustamante Atualizado em 13 set 2016, 20h43 - Publicado em 13 set 2016, 20h38

Depois de ocupar a prefeitura entre 2004 e 2012, o PT está sofrendo com a reprovação da população de Vitória (ES). Candidato do partido ao governo municipal, Perly Cipriano está estagnado com 3% de intenção de votos e rejeição de 35% do eleitorado segundo a última pesquisa feita pelo Ibope. Até o momento, projeta-se a segunda derrota consecutiva do PT em um reduto governado por João Coser durante oito anos – seis deles, no auge da Era Lula.

Segundo Francisco Albernaz, professor de Ciência Política na Universidade Federal do Espírito Santo, a prova do desgaste do partido na capital capixaba foi a derrota, ainda em primeiro turno, da candidata de Coser à sua própria sucessão em 2012. Iriny Lopes alcançou 18,41% dos votos, ficando fora do segundo turno daquele ano, disputado por Luciano Rezende (PPS) e Luiz Paulo Vellozo (PSDB). Este ano, Rezende tenta se reeleger, mas também amarga um alto índice de rejeição (39%). “Somou-se na cabeça do eleitor médio as atitudes amorais do PT nacional com questões locais como desemprego e inflação. O resultado é o aumento da onda anti-PT”, diz o professor Albernaz.

Para virar o jogo, a campanha de Perly Cipriano aposta na estratégia de “defender legados” das gestões petistas passadas: “Todos os prêmios que Vitória recebeu nos últimos quatro anos têm como base 2011 e 2012, período da gestão de Coser. Produzimos profundas mudanças na qualidade de vida da cidade, seja na educação, saúde e emprego e renda”, diz Iriny Lopes, hoje coordenadora de campanha de Cipriano.

Os números, no entanto, desmentem a tese petista. Pesquisas do Instituto Futura revelam que caiu de 36,5% para 18,3% a parcela de moradores que avaliava a gestão de Cozer como positiva no final do seu segundo mandato. Já o índice de moradores que o consideravam ruim ou péssimo o governo do PT subiu de 21,6% para 35% em oito anos. Cozer sentiu reflexos da rejeição dois anos depois, quando não conseguiu se eleger senador.

Também não ajudou na reconstrução da imagem do PT Coser ter sido citado em delações na Operação Lava-Jato. Segundo o Ministério Público Federal, o empresário e lobista Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura alegou em delação premiada ter fornecido dinheiro em espécie – e não declarado – para Coser durante a campanha de 2004. Moura foi preso na 17ª fase da operação Lava-Jato.

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