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Em vídeo, delator conta que destinou dinheiro a senadores do PMDB

Em depoimento filmado pelo Ministério Público, ex-diretor da Hypermarcas revela que pagou despesas de campanha de Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado

O lobista Milton Lyra se tornou conhecido em Brasília por abrir portas no Senado. Ligado ao presidente do Congresso Renan Calheiros (PMDB-AL), o empresário transitava com facilidade entre integrantes do PMDB até entrar na mira da Operação Lava-Jato. Quando algum empresário tinha qualquer dificuldade para marcar um encontro com um parlamentar, bastava ligar para Lyra que ele entrava em ação – e resolvia o impasse. Em troca, o lobista pedia uma ajuda financeira para as campanhas de seus amigos políticos, segundo revela o delator Nelson José de Mello, ex-diretor da fabricante de produtos de saúde e bem-estar Hypermarcas. “Eu tenho entendimento que, ao ter pago o Milton, esse recurso pode ter chegado aos senadores para suas campanhas. E o caminho normal não deveria ser esse. Deveria ser uma doação formal”, conta Mello em seu depoimento prestado ao Ministério Público Federal, gravado em vídeo.

Conforme VEJA revelou em junho , o ex-diretor da Hypermarcas narrou aos investigadores como funcionava o esquema de repasses de dinheiro destinado a ajudar senadores do PMDB em suas campanhas eleitorais. Ao todo, Mello transferiu 26,35 milhões de reais para empresas ligadas e indicadas por Lyra. Os valores movimentados foram escamoteados por contratos fictícios de prestação de serviços e com notas fiscais. “Ele (Milton Lyra) dizia que tinha amigos que precisavam de ajuda financeira”, conta o delator. “Valia a pena”, diz.

Entre os beneficiados, estaria o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que desponta como sucessor de Renan Calheiros na presidência do Congresso. “Num determinando momento em 2014, nessas conversas, ele (Milton Lyra) falou: ‘Olha, especificamente você vai ser procurado por uma pessoa que você conheceu, que está em campanha para governador do Ceará. De fato, fui procurado por um sobrinho do senador chamado Ricardo e ele me perguntou se era praxe do grupo ajudar…Aí, ele reforçou: ‘Olha, veja em que você pode ajudar’. Eu olhei a importância da posição do senado naquele momento no Senado e concordei”, disse Nelson Mello, que afirmar ter bancado despesas da campanha de Eunício no valor de 5 milhões de reais. O senador nega as acusações.

Veja abaixo os principais trechos do depoimento de Nelson Mello aos investigadores da Lava-Jato.

https://www.youtube.com/watch?v=C2aKFnuX3QA
https://www.youtube.com/watch?v=rraLups3Mas
https://www.youtube.com/watch?v=ilMCYSN_2s0

Comentários

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  1. Marco Ferrari

    se moro investigar a todos “pau que bate em chico bate em francisco” ai sim tenho esperança que ainda temos jeito,caso contrario sempre terceiro mundo de alienados da midia.

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  2. Atenção pessoal da Veja , lembram quando o Jader Barbalho foi cair na besteira de querer ser presidente do Senado ? Foram fuçar a vida pregressa dele e encontraram uma vida toda de roubalheira e patifaria . Fiquem atento ! Esse Eunício ano que vem vai querer ser presidente e quando começarem a fuçar a vida dele , encontrarão coisa muito pior do que as do Barbalho . Todo Cearense sabe quem é Eunício . Se no Senado só tem mafioso , ele é o pior deles

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  3. Rosildo da Silva

    FORA TEMER E SEUS ALIADOS CORRUPTOS

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  4. Luiz Fernando Quirino

    Tenho lido a Veja, mas, engraçado…acho que não avisaram vocês do caso do Serra…23 milhões na Suíça, coisa e tal…Não saiu nada ainda.

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  5. Adilson Silva

    Quem sabe veremos o Temer na cadeia?

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  6. housekeeping

    NOS BRASILEIROS SOMOS INGÊNUOS: a decadas grandes empresas vem doando a politicos e NÓS ACHANDO que era do proprio faturamento, retiradas do proprio lucro. NOS BRASILEIROS SOMOS FRACOS: A quanto sabemos que o presidente do senado está criminalmente comprometido e nós não tivemos até agora iniciativa e força para de alguma forma tirá-lo de lá, talvez o melhor caminho fosse atraves dos demais senadores; mas nós . . . .Mantida a devida proporção são os venezuelanos e o Maduro e nós com o Renan. a pelo jeito está pra vir muito mais. E aí como vamos fazer?

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  7. flavio dasilva

    Nelson mello trabalhou para Arisco, seu Joao e o junior, estavan quebrados em 1998, apos contatos do senhor Mello, politicos investiram nesse novo projeto, Hiper marcas, os retornos aos politicos propietarios nada mais justificavel do que ajuda de campanha!
    O senhor Mello esquece de proferir a verdade!
    Em uma ocasiao ele construiu uma mancao para seus pais e fez uma minuta em cartorio de pose do imovel apos morte dos mesmos! Ele e uma pessoa que pensa anyes de falar, o conheco

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